Penso que os candidatos do BE e do PC vão desistir ainda na 1a volta.
O que se irá passar se não desistirem? Bem, não sou bruxo, mas parece-me bem realista que 99.9% de quem votou PAF vote Marcelo, 60% de quem votam PS vote na MBelém, 40% do PS vote Nóvoa e os eleitores do BE e PCP votem massivamente no seu candidato.
Acrescente-se que se o BE e o PCP apoiarem os seus candidatos, nenhum partido vai apoiar o Nóvoa na campanha, o que abre perspectivas à MBelém.
Isso vai tirar o Nóvoa da 2a volta. Onde até tinha alguma hipótese de ganhar, ver abaixo, somando suponhamos 90%+ dos eleitores do PS com BE+PCP.
Não digo que tenha os números, pois, como digo, não sou bruxo, mas dificilmente alguém me vai dizer que o cenário acima indicado é irrealista.
Em última análise tudo depende de como os votos PS se vão dividir, o que realmente ninguém sabe. Será que o BE e o PCP vão arriscar?
E já agora numa segunda volta entre MBelém e Marcelo como se iriam distribuir os votos. Fácil de constatar que a PAF votará no Marcelo e o PS na MBelém. A abstenção massiva do BE+PCP irá colocar Marcelo em Belém. Se votarem substancialmente na MBelém a vitória está ao alcance.
E já agora numa segunda volta entre Nóvoa e Marcelo? Este cenário dará provavelmente a vitória a Nóvoa se bem que com algum equilíbrio, pelo que a previsão é difícil.
Claro que se este ou aquele resultado é bom ou mau, útil ou inútil, é uma decisão pessoal. Mas contas são contas.
sinais com staccato de informação ininterrupta
Combata o spam, por favor, não publique o email acima
--EM VEZ DISSO publique um link para este blog i.e.
http://lasers-na-selva.blogspot.com
2015-10-18
2015-10-16
Deixem-me andar satisfeito
Descobriram o ET.
Existe algum consenso que uma civilização tecnologicamente muito avançada e capaz de gerir projectos a muito longo prazo, mas incapaz de abandonar o seu sistema planetário (suponhamos que vive num sistema planetário) tenderá a colocar em órbita, em torno da sua estrela, estruturas verdadeiramente gigantescas.
A finalidade imediata dessas estruturas seria recolher a luz emitida pelo seu sol para satisfazer o consumo de energia (suponhamos que, apesar de muita avançada não é capaz de extrair de modo seguro energia da fusão nuclear, mau agora para que se dedica ao assunto). Não é de por de parte que essas estruturas pudessem também acolher excesso populacional.
Eventualmente o número e dimensões dessas estruturas iriam evoluir de tal modo que capturariam toda a energia solar (graduando-se a civilização com o grau 2, por definição, outro dia falamos nisso).
Um caso especial da captura total da energia consiste em colocar uma esfera enorme com a centro na estrela. A esfera até pode rodar criando na sua superfície interior alguma espécie de gravidade. O sistema seria instável, mas há soluções.
E quem fala numa esfera fala em duas, Ou em anéis. Mas fica para outra ocasião também.
Durante a construção dessas estruturas, uma outra civilização, numa estrela distante mas tipicamente na mesma galáxia, poderia detectar as manobras porque as estruturas, sempre que passassem em frente do sol, do ponto de vista do observador, iriam encobrir, por um pouco que fosse, o brilho da estrela.
Não que faltem outros fenómenos, estes perfeitamente naturais, que possam provocar um variação, real ou aparente, no brilho de uma estrela distante. No entanto nalguns casos é possível separar esse tipo de fenómenos uns dos outros atendendo a uma gama mais alargada de dados.
Ora bem, o telescópio Kepler em órbita detectou exactamente isso, na, em melhor em torno da, estrela KIC 8462852, a 1500 anos-luz da Terra e na constelação Cygnus (do cisne).
Sei bem que mais cedo ou mais tarde vai aparecer uma explicação mais trivial para o fenómeno, mas para já uma civilização extraterrestre é a explicação que melhor se adapta aos factos.
Existência de uma civilização mais ou menos contemporânea da nossa e capaz de criara as estrutura detectáveis é uma enorme injecção de optimismo para quem, como eu, pensa que a nossa civilização, esgotadas as fontes de energia mais eficazes e sobre uma pressão populacional esmagadora, irá reverter a um estagio medieval, mais cedo ou mais tarde, e isto no cenário mais optimista.
Enfim, enquanto não se descobrir uma explicação melhor. ENCONTRÁMOS o ET! Deixem-me andar satisfeito.
Existe algum consenso que uma civilização tecnologicamente muito avançada e capaz de gerir projectos a muito longo prazo, mas incapaz de abandonar o seu sistema planetário (suponhamos que vive num sistema planetário) tenderá a colocar em órbita, em torno da sua estrela, estruturas verdadeiramente gigantescas.
A finalidade imediata dessas estruturas seria recolher a luz emitida pelo seu sol para satisfazer o consumo de energia (suponhamos que, apesar de muita avançada não é capaz de extrair de modo seguro energia da fusão nuclear, mau agora para que se dedica ao assunto). Não é de por de parte que essas estruturas pudessem também acolher excesso populacional.
Eventualmente o número e dimensões dessas estruturas iriam evoluir de tal modo que capturariam toda a energia solar (graduando-se a civilização com o grau 2, por definição, outro dia falamos nisso).
Um caso especial da captura total da energia consiste em colocar uma esfera enorme com a centro na estrela. A esfera até pode rodar criando na sua superfície interior alguma espécie de gravidade. O sistema seria instável, mas há soluções.
E quem fala numa esfera fala em duas, Ou em anéis. Mas fica para outra ocasião também.
Durante a construção dessas estruturas, uma outra civilização, numa estrela distante mas tipicamente na mesma galáxia, poderia detectar as manobras porque as estruturas, sempre que passassem em frente do sol, do ponto de vista do observador, iriam encobrir, por um pouco que fosse, o brilho da estrela.
Não que faltem outros fenómenos, estes perfeitamente naturais, que possam provocar um variação, real ou aparente, no brilho de uma estrela distante. No entanto nalguns casos é possível separar esse tipo de fenómenos uns dos outros atendendo a uma gama mais alargada de dados.
Ora bem, o telescópio Kepler em órbita detectou exactamente isso, na, em melhor em torno da, estrela KIC 8462852, a 1500 anos-luz da Terra e na constelação Cygnus (do cisne).
Sei bem que mais cedo ou mais tarde vai aparecer uma explicação mais trivial para o fenómeno, mas para já uma civilização extraterrestre é a explicação que melhor se adapta aos factos.
Existência de uma civilização mais ou menos contemporânea da nossa e capaz de criara as estrutura detectáveis é uma enorme injecção de optimismo para quem, como eu, pensa que a nossa civilização, esgotadas as fontes de energia mais eficazes e sobre uma pressão populacional esmagadora, irá reverter a um estagio medieval, mais cedo ou mais tarde, e isto no cenário mais optimista.
Enfim, enquanto não se descobrir uma explicação melhor. ENCONTRÁMOS o ET! Deixem-me andar satisfeito.
2015-10-11
Uma coisa nova que pode mudar muito
Seria a maior revolução a seguir à introdução ao protocolo HTTPS (sei, pouca gente sabe exactamente o que é isso, mas toda a gente o usa, é quando aparece o símbolo de um cadeado no browser e sem ele não existiriam compras na Internet).
Estou a falar das chaves seguindo o protocolo padrão FIDO-U2F. Que vão aumentar drasticamente a segurança na Internet. E outras aplicações. Não substitui as passwords, apenas as complementa (é o segundo factor de autenticação, sendo a password o primeiro).
A acedermos, com a chave e por exemplo, a uma conta da Google, bem a informação que está na google está sempre e obviamente acessível à Google (e a todos com quem eles compartilharem informação), mas isso não compromete a mesma chave noutros usos.
![]() |
| Uma chave FIDO-U2F da Neowave. Até onde sei não vendem para Portugal. O termo "Ready" significa provavelmente que ainda não foi certificado pela FIDO, mas estão à espera que tal se passe. |
![]() |
| Esta chave custa apenas uns 7 euros. Pode ser enviado por carta (antes de montar tem espessura de cartão de crédito). À venda na Amazon ou no site pu1.fr. Não tem botão. |
Mas vamos por partes. Falar de coisas que realmente não é preciso saber para se usar. Desde que confiem.
O QUE EU NÃO DIGO QUE DIGO: numa tecnologia em franca evolução toda a info pode fixar rapidamente desactualizada. Enquanto estudo o assunto vou fazendo fé na opinião publica de especialistas, até melhor julgamento.
Parte A Como existem múltiplas complicações vou começar por listar aquilo que a FIDO-U2F não é
1. Não tem nada a ver com biometria. Isso é confusão com a tecnologia FIDO-UAF. Também não tem nada a ver com "o fim das passwords", muito pelo contrário, apesar de essa ser a mensagem que tem vindo a ser passada por muitos media.
2. Não tem nada mesmo a ver com a biometria, muito menos com a biometria pré-FIDO. A biometria Pré-FIDO tem sido um completo falhanço, sendo caro, complicado e pouco segura, catastrófica mesmo. O caso extremo conhecido foi o governo americano que deixou que lhes roubassem as impressões digitais de todos os funcionários públicos, o que permite a qualquer um, em qualquer parte do mundo ter uma aplicação no telemóvel que lhe permita identificar se uma dada pessoa é, ou não, um funcionário. O padrão FIDO-U2F promete resolver o assunto da segurança mas, pelo que sei, ainda não produziu nenhum produto para o mercado e eu suspeito de algumas dificuldades técnicas com o processamento dos dados bio.
3. Não é Tecnologia OTP-2FA, pré-FIDO.
Sim ninguém sabe o que isso é, pelo nome, mas a maioria de nós já usou essa tecnologia quando o banco nos pede (o termo técnico é "desafia") para introduzir alguns caracteres de um cartão fornecido previamente ou um código (pin) enviado no momento para o telemóvel ou, numa versão mais sofisticada, para uma espécie de pager. Sempre uma boa maneira de nos convencer a dar o n. do telemóvel.
![]() |
| Ilustração de algumas implementações OTP-2FA mais ou menos correntes |
No entanto à décadas que são conhecidas falhas neste método que podem ser exploradas combinando phishing com algum software muito bem concebido (mais fácil com implementações que não usem teclados virtuais).
Não é só teoria. Este ano surgiram pelo menos dois ataques bem sucedidos a essa tecnologia. O ataque a activistas iranianos e o ataque a uma instituição bancária. Isto o que se sabe. No entanto é bom frisar continua a ser um dos métodos mais seguros, até porque tem suportado bem o teste do tempo.
Existem alguma implementações realmente boas, o RSA é o fornecedor de referência, mas os produtos são terrivelmente caros. O RSA é membro do consórcio FIDO e está a trabalhar no novo padrão, mas, pelo que sei, ainda não comercializa soluções baseada nesse método.
O OTP-2FA, pré-FIDO, vem em vários sabores, os mais conhecidos são o padrão OATH-HOTP (RFC 4226) e o padrão OATH – TOTP (RFC 6238). Há alguma controvérsia acerca da efectiva segurança desses padrões, a a sua adopção não tem sido fulgurante.
Parte B Mas afinal o que é o FIDO-U2F, e porque é realmente uma ideia inovadora.
![]() |
| Este modelo tem incluído um leitor de impressão digital, mas aparentemente que não é UAF e usa NFC. |
6. É uma solução barata e fácil de usar. Uma chave custa tipicamente 15 euros (se bem que actualmente os portes de correio possam encarecer significativamente) e alguns modelos pesam apenas 3 gramas (tem a massa de 3 g, pessoal da pesada! Em repouso). Pode ser utilizado em qualquer computador com uma porta USB2 (isto é, com menos de 15 anos). Podem ser usados em telemóveis com capacidade NFC, mas isso exige outras chaves um pouco mas caras. O uso no iPhone depende de uma versão bluetooth, não sei quando ou onde disponível, mas que terá de levar uma bateria, penso eu (ou em alternativa a iPhone teria de abrir o seu sistema de NFC - pouco provável).
NOTA IMPORTANTE: embora se possa comprar chaves por 7 a 15 euros é talvez boa ideia pagar tipicamente mais uns 10 euros por uma chave que suporte também o padrão OATH-HOTP (RFC 4226), ou mesmo com o padrão RFC 6238 para um leque mais alargado de funcionalidades. Um dia falo nisso. Talvez.
![]() |
| A chave mais recente da YubiKey, introduzida em Maio de 2015, vendida a 18 dólares + IVA + correio. Pode compara-se na Amazon ou directamente no site do fabricante. Pesa 3 g. |
![]() |
| Chaves mais cara, mas com funcionalidades acrescidas (incluindo NFC, excepto a versão nano, a mais pequena, que pesa apenas 1 g). Enviam para Portugal. Também suporta 2 formas de OATH. |
7. O padrão é livre E existe software livre para o seu uso. Isto é muito importante porque permite aos especialistas (e aos não especialistas) analisar com cuidado todo o processo.
8. Os seus usos são não-correlacionáveis , isto é, posso usar a mesma chave em vários sites e/ou para diferentes identidades (ou uma chave pode ser usada por várias pessoas) sem que isso permita aos fornecedores de serviço estabelecer uma ligação entre os diferentes usos. Há aqui, no entanto alguns detalhes. que não cabem neste resumo. Um caso importante é um dissidente que possa ser ligado a um site não-autorizado. Um assunto que requer reflexão redobrada por ser muito crítico.
9. Existe pelo menos um fornecedor que fabrica as chaves na Europa. Pelo meos uma companhia francesa está no negócio. Aliás qualquer companhia pode fabricar essas chaves pois é um padrão público. Isso ultrapassa limitações de exportação que possam existir. Quase todas.
Parte C Pois é, isso é tudo muito bonito, mas.
9. Existem algumas questões de segurança que não são ultrapassados (e ninguém sabe como ultrapassar). Em primeiro lugar há a questão de máquinas comprometidas, por exemplo por correr software malicioso. Isso exclui todas os acessos em computadores públicos e computadores com jogos piratados. No entanto o uso numa máquina comprometida apenas permite ataque aos serviços realmente usados, não comprometendo a chave em si, mesmo que usada. A password pode ficar na mão de outrem.
10. Pode existir uma defeito de fabrico nas chaves. E em Portugal ainda só há um fabricante acessível. O harware não pode ser auditado de modo seguro.
11. Para os mais paranóicos. Algum organismo tenebroso pode ter introduzido portas do cavalo no hardware da chave. Pensando melhor todos os computadores no mundo têm processadores desenhados na América que podem estar alavancados (o publicado pelo Snowden não indica tal, mas pelo que sei, ele até pode ser um agente duplo).
12. Para quem usa computador ou telemóveis próprios numa ligação pública WiFi não segura (como são quase todas) o assunto é cinzento. A password vai ficar comprometida , claro, mas a chave não. Até aqui nada de novo. A vantagem sobre o uso numa máquina comprometida é que vai permitir um acesso seguro, mas é imperativo mudar a password logo que possível. Mas é um assunto que necessita ainda de algum estudo da minha parte.
13. Azar. Pode existir algum erro de base em tudo o que foi dito. O padrão tem apenas 2 anos e talvez tenha uma falha básica em que ninguém simplesmente reparou. A tecnologia de chaves assimétricas - na qual o padrão FIDO-U2F, tal como o protocolo HTTPS, se baseia - e suportado por "teoremas" que ninguém ainda provou. e que é sabido que falham, se bem que muito raramente. E os computadores quânticos prometem comer ao pequeno almoço as chaves assimétricas do tipo usado (não é público que alguém saiba construir um computador quântico a sério, mas...)
14. Existem janelas temporais (curtas) de fragilidade onde se tem de proceder com cuidado. Pelo que se pensa seria um azar imenso ser atacado mesmo nessa altura. Mas nunca digas nunca e há por aí pessoal com uma imaginação...
15. E existe o ataque "grande mestre de xadrez". Olho nisso. Penso que noutras tecnologias, onde esse ataque também é teoricamente possível, não há nenhuma notícia de sucesso. Conhecida.
Parte D O cartão de cidadão.
16. Existe outro método muito seguro do autenticação, cujo exemplo é o cartão de cidadão usado em Portugal.
O cartão possibilita uma autenticação muito segura, facilidade que penso não estar activada na maioria dos cartões e não conheço quem a tenha usado.
Teoricamente uma pessoa pode mesmo assinar um documento legal, com o password e com uma espécie de password associada.
Tem ponto de referência que depende de um organismo central, o que é uma questão importante. Exige hardware específico.
Mas isso é outra hsitória.
Siglas:
2FA - 2 (ou second) factor authentication
FIDO - Fast ID Online
HMAC - Hash-based Message Authentication Code
HTTPS - Hyper Text Tranfer Protocol Secure
HOTP - HMAC-based One-Time Password algorithm
NFC - Near Field Communication
OATH - initiative for Open AuTHentication
OTP - One Time Password
RSA - Rivest-Shamir-Adleman, inicialmente uma tecnologia com patente - agora expirada - logo depois em empresa
TOTP - Time-based One-Time Password algorithm
U2F - Universal Second Factor
UAF - Alliance universal Authentication Framework
O link fundamental:
https://fidoalliance.org/specs/fido-u2f-v1.0-nfc-bt-amendment-20150514/fido-u2f-overview.html
https://en.wikipedia.org/wiki/HTTPS
https://en.wikipedia.org/wiki/Two-factor_authentication
https://en.wikipedia.org/wiki/Universal_2nd_Factor
https://fidoalliance.org
https://www.yubico.com
https://en.wikipedia.org/wiki/RSA_Security
http://www.amazon.co.uk/s/ref=nb_sb_ss_c_0_3?url=search-alias%3Dcomputers&field-keywords=u2f&sprefix=u2f%2Caps%2C285
https://en.wikipedia.org/wiki/Public-key_cryptography
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cart%C3%A3o_de_cidad%C3%A3o
Mais imagens:
2015-10-09
Os meus concelhos para o Costa
Não, não vai haver acordo à esquerda. Nem à direita. E se houver não dura 6 meses.
Como o Costa do PS me pediu expressamente vou aqui dar-lhe uns conselhos. Gratuitos.
Sim o PS corre perigo de pasokização, à direita e à esquerda estão todos a esfregar as mãos, e é necessário algumas manobras à "crazy ivans".
Me desculpem se tenho alguma gralha nos prazos, valores, etc, mas para isso existe uma equipe própria do PS para se preocupar com detalhes.
O PS deve estabelecer o mais rapidamente possível os princípios.
(a) Não vai votar favoravelmente, nos próximos 6 meses, nenhuma moção de censura. Há algo de perverso em censurar um governo constitucionalmente empossado sem lhe dar oportunidade de governar, o contrário seria simplesmente censurar os resultados das eleições e as normas constitucionais. Um voto de censura será tanto mais bizarro quando se sabe que o parlamento não pode ser dissolvido.
(b) O PS vai fazer das tripas coração para viabilizar o programa do governo, seguindo um pouco o indicado em (a), mas...
(c) O PS não vai aprovar os próximos orçamentos caso o indicado nas alíneas seguintes não seja tido em consideração. A começar JÁ. Uma moção de censura, ou apoio a uma, daqui a meses também está em cima da mesa, quando a assembleia poder ser dissolvida.
O PS só vai vai participar numa coligação com parceiro ou parceiros que se comprometam a, salvo acordo bancadas num total de +50% dos votos:
(d) Repor o feriado da República de imediato. Repor um outro feriado à escolha do governo até segundo orçamento.
(e) Repor o máximo de 38 horas semanais até segundo orçamento e 35 até terceiro. Menos 1 hora por semana por cada ano a partir dos 60, a partir do segundo orçamento, compensado pela segurança social. Estes valores podem ser compensados em férias, sem nunca se passar das 40 h/semana.
(f) Repor o valor das horas extraordinárias para um mínimo de +5% no caso geral e +10% em casos gravosos até segundo orçamento. +10% e +25% até terceiro orçamento. Majorados por 15% quando o trabalho extraordinário representar mais de 10% do trabalho nos últimos 2 anos e a empresa tiver tido lucro na contagem desses 2 anos (a pagar no fim desses 2 anos. ou se quiserem isso entra como pagamento de dividendos).
(g) Não diminuir os gastos em saúde e educação/formação, quer no geral, quer na fatia entregue os serviços públicos.
(h) Dar um texto claro, e baseado na recente experiência, a condenar o enriquecimento ilícito. A ser aprovado na AR nos próximos 6 meses.
(i) Algum texto claro a aumentar a punição por fuga aos impostos, branqueamento de capitais, gestão danosa, tráfego de influências, apropriação indevida. Sendo os valores sempre proporcionais aos valores envolvidos. E a facilitar a sua condenação, sem fadiga dos direitos fundamentais. JÁ.
(j) Fim das isenções fiscais religiosas (não na parte de sociedade benemérita, como as outras) a implementar 20% ao ano e a começar no segundo orçamento.
(k) Aprovar uma resolução simbólica a pedir aos parceiros europeus que não entrem numa de facilitar a fuga aos impostos nos outros estados membros. E pedir uma compensação aos que fizeram isso.
(l) Medidas no sentido de aumentar as indemnizações sem justa causa em 10% até ao segundo e +20% até ao terceiro. Majorados 5% se empregador tiver tido lucro no ano anterior e mais 20% se o empregador tiver lucro no ano a seguir, contados esses pagamentos (a segunda parte será paga após aprovado o relatório de contas seguinte). No caso de estado deve ser mutatis mutandis.
(m) Garantias que o tratado orçamental, a permanência no euro, na UE e na NATO não serão postos em causa de modo unilateral nos próximos 4 anos.
(n) Qualquer coisa moderada sobre o trabalho precário, uma compensação quando as empresas derem lucro no acumulado dos 2 anos seguintes.
(o) Cada ano de estudo, completado com sucesso, para além da escolaridade obrigatória, e num estabelecimento reconhecido, dará equivalência a 1/3 de ano de ordenado mínimo para efeitos dos direito à reforma e quando isso não prejudicar. Fora esse factor, os valores actuais não serão mexidos. O que se entende por escolaridade obrigatória será calculado em cada ano concluído. Note-se que isto influencia o direito à reforma e o seu valor e não a idade da reforma que será uniforme.
(p) Aumento do IVA se necessário, mesmo importante, excepto alimentos, saúde, educação e cultura básicos. Tb restaurantes, até certo valor por refeição, lavandarias até certo valor tabelado, infantários e semelhantes. Sei que há umas regras, imaginação.
(q) Aumento do imposto sobre imóveis a partir de certo valor por habitante da casa. Aumento dos impostos do automóvel em função da produção de CO2, (contabilizando todos os componentes e toda a vida) por km. Com clausulas de salvaguarda, que não agravem mais que 10% ao ano.
(r) Fim dos impostos e taxas sobre o trabalho que não dependam do rendimento.
(s) Alguma coisa inteligente sobre patrões e administradores que aldrabam, levam a corporação à falência e recebem indemnizações e reformas douradas aos 40 anos para irem acumular para outro lado.
(t) Uma estátua do Eusébio na 2a circular...do Porto.
Concluindo: não é o meu programa, nem o do PS, mas é necessário ler os resultados eleitorais. E é um programa que 70% dos portugueses irá apoiar.
Não penso que o PS tome essa posição, existe em demasia os quadros que querem arranjar desesperadamente uns tachos.
Também sei que no terreno o impacto destas medidas não será muito, já que a economia real anda sempre à frente. Mas marcava qual a direcção pretendida para o futuro.
Mas com estas declarações o PS marcava o espaço político e marcava calendário. Ficava tudo a saber e não se acumulavam rumores. Se a coisa desse para o torto ficava com posição marcada para eleições seguintes. E os outros marcados pela discordância.
Como o Costa do PS me pediu expressamente vou aqui dar-lhe uns conselhos. Gratuitos.
Sim o PS corre perigo de pasokização, à direita e à esquerda estão todos a esfregar as mãos, e é necessário algumas manobras à "crazy ivans".
Me desculpem se tenho alguma gralha nos prazos, valores, etc, mas para isso existe uma equipe própria do PS para se preocupar com detalhes.
O PS deve estabelecer o mais rapidamente possível os princípios.
(a) Não vai votar favoravelmente, nos próximos 6 meses, nenhuma moção de censura. Há algo de perverso em censurar um governo constitucionalmente empossado sem lhe dar oportunidade de governar, o contrário seria simplesmente censurar os resultados das eleições e as normas constitucionais. Um voto de censura será tanto mais bizarro quando se sabe que o parlamento não pode ser dissolvido.
(b) O PS vai fazer das tripas coração para viabilizar o programa do governo, seguindo um pouco o indicado em (a), mas...
(c) O PS não vai aprovar os próximos orçamentos caso o indicado nas alíneas seguintes não seja tido em consideração. A começar JÁ. Uma moção de censura, ou apoio a uma, daqui a meses também está em cima da mesa, quando a assembleia poder ser dissolvida.
O PS só vai vai participar numa coligação com parceiro ou parceiros que se comprometam a, salvo acordo bancadas num total de +50% dos votos:
(d) Repor o feriado da República de imediato. Repor um outro feriado à escolha do governo até segundo orçamento.
(e) Repor o máximo de 38 horas semanais até segundo orçamento e 35 até terceiro. Menos 1 hora por semana por cada ano a partir dos 60, a partir do segundo orçamento, compensado pela segurança social. Estes valores podem ser compensados em férias, sem nunca se passar das 40 h/semana.
(f) Repor o valor das horas extraordinárias para um mínimo de +5% no caso geral e +10% em casos gravosos até segundo orçamento. +10% e +25% até terceiro orçamento. Majorados por 15% quando o trabalho extraordinário representar mais de 10% do trabalho nos últimos 2 anos e a empresa tiver tido lucro na contagem desses 2 anos (a pagar no fim desses 2 anos. ou se quiserem isso entra como pagamento de dividendos).
(g) Não diminuir os gastos em saúde e educação/formação, quer no geral, quer na fatia entregue os serviços públicos.
(h) Dar um texto claro, e baseado na recente experiência, a condenar o enriquecimento ilícito. A ser aprovado na AR nos próximos 6 meses.
(i) Algum texto claro a aumentar a punição por fuga aos impostos, branqueamento de capitais, gestão danosa, tráfego de influências, apropriação indevida. Sendo os valores sempre proporcionais aos valores envolvidos. E a facilitar a sua condenação, sem fadiga dos direitos fundamentais. JÁ.
(j) Fim das isenções fiscais religiosas (não na parte de sociedade benemérita, como as outras) a implementar 20% ao ano e a começar no segundo orçamento.
(k) Aprovar uma resolução simbólica a pedir aos parceiros europeus que não entrem numa de facilitar a fuga aos impostos nos outros estados membros. E pedir uma compensação aos que fizeram isso.
(l) Medidas no sentido de aumentar as indemnizações sem justa causa em 10% até ao segundo e +20% até ao terceiro. Majorados 5% se empregador tiver tido lucro no ano anterior e mais 20% se o empregador tiver lucro no ano a seguir, contados esses pagamentos (a segunda parte será paga após aprovado o relatório de contas seguinte). No caso de estado deve ser mutatis mutandis.
(m) Garantias que o tratado orçamental, a permanência no euro, na UE e na NATO não serão postos em causa de modo unilateral nos próximos 4 anos.
(n) Qualquer coisa moderada sobre o trabalho precário, uma compensação quando as empresas derem lucro no acumulado dos 2 anos seguintes.
(o) Cada ano de estudo, completado com sucesso, para além da escolaridade obrigatória, e num estabelecimento reconhecido, dará equivalência a 1/3 de ano de ordenado mínimo para efeitos dos direito à reforma e quando isso não prejudicar. Fora esse factor, os valores actuais não serão mexidos. O que se entende por escolaridade obrigatória será calculado em cada ano concluído. Note-se que isto influencia o direito à reforma e o seu valor e não a idade da reforma que será uniforme.
(p) Aumento do IVA se necessário, mesmo importante, excepto alimentos, saúde, educação e cultura básicos. Tb restaurantes, até certo valor por refeição, lavandarias até certo valor tabelado, infantários e semelhantes. Sei que há umas regras, imaginação.
(q) Aumento do imposto sobre imóveis a partir de certo valor por habitante da casa. Aumento dos impostos do automóvel em função da produção de CO2, (contabilizando todos os componentes e toda a vida) por km. Com clausulas de salvaguarda, que não agravem mais que 10% ao ano.
(r) Fim dos impostos e taxas sobre o trabalho que não dependam do rendimento.
(s) Alguma coisa inteligente sobre patrões e administradores que aldrabam, levam a corporação à falência e recebem indemnizações e reformas douradas aos 40 anos para irem acumular para outro lado.
(t) Uma estátua do Eusébio na 2a circular...do Porto.
Concluindo: não é o meu programa, nem o do PS, mas é necessário ler os resultados eleitorais. E é um programa que 70% dos portugueses irá apoiar.
Não penso que o PS tome essa posição, existe em demasia os quadros que querem arranjar desesperadamente uns tachos.
Também sei que no terreno o impacto destas medidas não será muito, já que a economia real anda sempre à frente. Mas marcava qual a direcção pretendida para o futuro.
Mas com estas declarações o PS marcava o espaço político e marcava calendário. Ficava tudo a saber e não se acumulavam rumores. Se a coisa desse para o torto ficava com posição marcada para eleições seguintes. E os outros marcados pela discordância.
2015-10-03
O que eu voto 3/3 - O voto útil.
Queria começar por fazer um elogia ao voto útil, que tal mal anda a ser tratado. Esta gente enlouqueceu. Só falta defender o voto inútil.
Infelizmente não voto por convicção. Nunca votei. Se votasse em convicção nunca votava. Nas não votar seria um voto inútil.
Também digo que não espero que a vida dos portugueses vá melhor nos próximos tempos. Há ventos de história a que não se pode resistir de imediato. E sim alguns portugueses têm andado a viver acima das suas possibilidades. Só falta dizer quais, e decidir onde se vão fazer os cortes. É aí a diferença possível.
Pensar de outra maneira é repetir os erros cometidos na Grécia (é pior porque nós podemos aprender com os erros cometidos na Grécia). O Estados Unidos podem negociar a sua dívida. A Ucrânia pode negociar a sua dívida. Israel pode negociar a sua dívida. Vai aparecer alguém com a massa.
Nós só podemos negociar a dívida com garantias reais, ou políticas, ou quando não nos tiver sobrado mesmo nada, nos tiverem levado tudo. De outro outro simplesmente não vai aparecer ninguém com a massa. O vil metal. Facto.
Se isso servir de algum consolo lembrem-se as condições em que se vivia em Portugal nos anos 60 e 70 (e provavelmente antes, mas desses eu lembro-me).
Por outro lado informo que sou defensor da capitalismo. Tenho esperança que apareça no futuro um sistema melhor, mas não apareceu nenhum que tenha dado provas. Nem lá próximo . O que não quer dizer que todos os regimes de base capitalista sejam iguais. E que o assunto não possa ser sujeito a discussão.
Que modelo defendo para Portugal? Um modelo que combata a burocracia, o nepotismo, o clientelismo, o corporativismo, a megalomania, a corrupção e o poder imenso que as corporações - que são todas de base financeira - têm sobre a economia e a política.
Um desenvolvimento baseados na ciência e tecnologia avançadas e amiga do ambiente, sem lirismos bacocos e baseada em modelos já experimentados só com um nadinha de invenção própria. Com base nos recursos que realmente temos (ou podemos adquirir sem grande custo) e em empresas e grupos ágeis e desligados do estado na medida do possível.
Colocando a país numa posição de defender a liberdade da informação, da privacidade pessoal mas não institucional.. Portugal tem o modelo do nearshoring nas novas tecnologias, aproveitando o clima, o cosmopolitismo, o respeito por quem é diferente, as boas ligações de comunicações e exportando os custos de energia+refrigeração, quando não for possível explorar alternativas baratas. Isto é apenas uma visão muito parcial da questão, mas é aparte com a qual se sinto à vontade.
Claro que não estou a desprezar a economia que tradicionalmente tem funcionada. Apenas a dar um direcção, pois penso que o que foi dito também se aplica.
Mas não é lirismo, No dia a dia convivo com muita gente, geralmente jovens, que vêm de outros países trabalhar em Portugal e por cá se radicam. E os emigrantes portugueses, são uma mais valia, mesmo que a viver noutro país fornecem, para quem cá está, um canal de difusão de informação, nos 2 sentidos, precioso (e proporcionam pretexto para umas comemorações baris quando nos vêm visitar).
Mais, defendo um sistema fiscal que combata a fraude, no possível, centrando essa combate nas fugas milionárias aos impostos, fechando os buracos legislativos que o permitam e denunciando esquemas, cá ou no estrangeiro, que permitam essas fugas,
Uma rede social que assegure os cuidados básicos de saúde, habitação e educação, de modo a que as pessoas possam correr riscos profissionais.
Nunca nenhum partido teve o meu voto garantidamente, mas na actual circunstância voto PS. Um pouco por exclusão, assumo, mas é a vida.
O PAF tem como plano destruir toda a existente, apesar de fraca, rede de saúde e educação a preços controlados. Como poderão os trabalhadores assumirem os riscos de trabalho, necessários numa economia avançada e ágil, se tiverem a preocupação de pagar as contas do médico e da educação? Para além da casa e da comida.
Portugal entrará num modelo de desenvolvimento à chinesa, baseado em baixos salários, base de apoio às grandes corporações. Os irlandeses são o porta aviões dos Estados Unidos. Portugal pode ser o submarino da China, China essa que aliás nem está a passar um bom momento e portanto vai pagar mal.
Se calhar não há outro modelo, mas prefiro uns 500 mortos pela polícia, 1000 mortes à fome e 25% de desemprego antes de desistir de um modelo melhor.
O voto nos outros partidos é inútil. Mais nenhum outro, para além dos citados, poderá ser determinante no governo. Poderiam eventualmente apoiar um governo PS? Vejamos.
O PCP nunca apoiará um programa do PS qualquer que ele seja. Não é assim que vem na "história do PC da US". Os parlamentos em que o PC não tem a maioria são parlamentos para encerrar (não dissolver, encerrar). Não me lembro de ter acontecido de outra maneira. Com a oposição para a cadeia e fuzilada.
Não me lembro de algum PC-ML ter viabilizado alguma coligação, em algum lugar do mundo, nalguma data, a não ser a muito curto prazo, se não for o elemento mais forte. Lembrem-me algum caso que não tenha sido assim.
Podem dizer que se tem de encerrar a história, que isso já foi há 100 aos e em Portugal há 40. Eu digo que sobretudo não. Se a história não nos serve para nada, vamos passar outra vez pelos seus horrores. E claro o PC sempre foi firme ao afirmar que não renunciava aos seus princípios, portanto não há nada de novo a esperar.
O BE de esquerda pode apoiar o PS, certamente que pode, fazendo exigências que o PS não pode aceitar sem passar a imagem que está na rota do Syriza. E se o PS cedesse a essas exigências elas iram escalar. O BE tem o problema de não perder eleitorado para o seu adversário posicional, o PCP. Já antes tinha dito algures que o Syriza é o grande trunfo para as forças conservadoras da Europa ganharem eleições.
Acoitado a ser colado ao Syriza e simultâneamente suportar eleições a curto prazo o PS não teria alternativa de não ser distanciar-se e esperar pelo melhor.
Infelizmente não voto por convicção. Nunca votei. Se votasse em convicção nunca votava. Nas não votar seria um voto inútil.
Também digo que não espero que a vida dos portugueses vá melhor nos próximos tempos. Há ventos de história a que não se pode resistir de imediato. E sim alguns portugueses têm andado a viver acima das suas possibilidades. Só falta dizer quais, e decidir onde se vão fazer os cortes. É aí a diferença possível.
Pensar de outra maneira é repetir os erros cometidos na Grécia (é pior porque nós podemos aprender com os erros cometidos na Grécia). O Estados Unidos podem negociar a sua dívida. A Ucrânia pode negociar a sua dívida. Israel pode negociar a sua dívida. Vai aparecer alguém com a massa.
Nós só podemos negociar a dívida com garantias reais, ou políticas, ou quando não nos tiver sobrado mesmo nada, nos tiverem levado tudo. De outro outro simplesmente não vai aparecer ninguém com a massa. O vil metal. Facto.
Se isso servir de algum consolo lembrem-se as condições em que se vivia em Portugal nos anos 60 e 70 (e provavelmente antes, mas desses eu lembro-me).
Por outro lado informo que sou defensor da capitalismo. Tenho esperança que apareça no futuro um sistema melhor, mas não apareceu nenhum que tenha dado provas. Nem lá próximo . O que não quer dizer que todos os regimes de base capitalista sejam iguais. E que o assunto não possa ser sujeito a discussão.
Que modelo defendo para Portugal? Um modelo que combata a burocracia, o nepotismo, o clientelismo, o corporativismo, a megalomania, a corrupção e o poder imenso que as corporações - que são todas de base financeira - têm sobre a economia e a política.
Um desenvolvimento baseados na ciência e tecnologia avançadas e amiga do ambiente, sem lirismos bacocos e baseada em modelos já experimentados só com um nadinha de invenção própria. Com base nos recursos que realmente temos (ou podemos adquirir sem grande custo) e em empresas e grupos ágeis e desligados do estado na medida do possível.
Colocando a país numa posição de defender a liberdade da informação, da privacidade pessoal mas não institucional.. Portugal tem o modelo do nearshoring nas novas tecnologias, aproveitando o clima, o cosmopolitismo, o respeito por quem é diferente, as boas ligações de comunicações e exportando os custos de energia+refrigeração, quando não for possível explorar alternativas baratas. Isto é apenas uma visão muito parcial da questão, mas é aparte com a qual se sinto à vontade.
Claro que não estou a desprezar a economia que tradicionalmente tem funcionada. Apenas a dar um direcção, pois penso que o que foi dito também se aplica.
Mas não é lirismo, No dia a dia convivo com muita gente, geralmente jovens, que vêm de outros países trabalhar em Portugal e por cá se radicam. E os emigrantes portugueses, são uma mais valia, mesmo que a viver noutro país fornecem, para quem cá está, um canal de difusão de informação, nos 2 sentidos, precioso (e proporcionam pretexto para umas comemorações baris quando nos vêm visitar).
Mais, defendo um sistema fiscal que combata a fraude, no possível, centrando essa combate nas fugas milionárias aos impostos, fechando os buracos legislativos que o permitam e denunciando esquemas, cá ou no estrangeiro, que permitam essas fugas,
Uma rede social que assegure os cuidados básicos de saúde, habitação e educação, de modo a que as pessoas possam correr riscos profissionais.
Nunca nenhum partido teve o meu voto garantidamente, mas na actual circunstância voto PS. Um pouco por exclusão, assumo, mas é a vida.
O PAF tem como plano destruir toda a existente, apesar de fraca, rede de saúde e educação a preços controlados. Como poderão os trabalhadores assumirem os riscos de trabalho, necessários numa economia avançada e ágil, se tiverem a preocupação de pagar as contas do médico e da educação? Para além da casa e da comida.
Portugal entrará num modelo de desenvolvimento à chinesa, baseado em baixos salários, base de apoio às grandes corporações. Os irlandeses são o porta aviões dos Estados Unidos. Portugal pode ser o submarino da China, China essa que aliás nem está a passar um bom momento e portanto vai pagar mal.
Se calhar não há outro modelo, mas prefiro uns 500 mortos pela polícia, 1000 mortes à fome e 25% de desemprego antes de desistir de um modelo melhor.
O voto nos outros partidos é inútil. Mais nenhum outro, para além dos citados, poderá ser determinante no governo. Poderiam eventualmente apoiar um governo PS? Vejamos.
O PCP nunca apoiará um programa do PS qualquer que ele seja. Não é assim que vem na "história do PC da US". Os parlamentos em que o PC não tem a maioria são parlamentos para encerrar (não dissolver, encerrar). Não me lembro de ter acontecido de outra maneira. Com a oposição para a cadeia e fuzilada.
Não me lembro de algum PC-ML ter viabilizado alguma coligação, em algum lugar do mundo, nalguma data, a não ser a muito curto prazo, se não for o elemento mais forte. Lembrem-me algum caso que não tenha sido assim.
Podem dizer que se tem de encerrar a história, que isso já foi há 100 aos e em Portugal há 40. Eu digo que sobretudo não. Se a história não nos serve para nada, vamos passar outra vez pelos seus horrores. E claro o PC sempre foi firme ao afirmar que não renunciava aos seus princípios, portanto não há nada de novo a esperar.
O BE de esquerda pode apoiar o PS, certamente que pode, fazendo exigências que o PS não pode aceitar sem passar a imagem que está na rota do Syriza. E se o PS cedesse a essas exigências elas iram escalar. O BE tem o problema de não perder eleitorado para o seu adversário posicional, o PCP. Já antes tinha dito algures que o Syriza é o grande trunfo para as forças conservadoras da Europa ganharem eleições.
Acoitado a ser colado ao Syriza e simultâneamente suportar eleições a curto prazo o PS não teria alternativa de não ser distanciar-se e esperar pelo melhor.
2015-10-02
Interlúdio
Apesar da relevância coloco só para tentar que o meu blog não seja sempre ilustrado por uma foto de um comboio - tirada há anos atrás. Vamos ver se funciona. Roubado ao nad et al. que roubou ao quino.
O que eu voto 2/3 - Os programas e as ideologias
É um exercício frequente comparar "programas eleitorais", "compromissos eleitorais", "posição dos partidos".
Até há quem dirija cartas aos partidos a pedir-lhes que tomem posição sobre um certo número de questões e publique as respostas recebidas - ou a falta de resposta.
Esqueçam.
Um partido que resolvesse só prometesse fazer aquilo que estava razoavelmente certo de poder fazer iria partir com um handicap tremendo. Houve um deputado(?) qualquer do CDS, creio eu, que disse que nenhum partido poderia ganhar as eleições se não mentisse nas campanhas. Grande burburinho de todos os quadrantes. Mas estava cheio de razão (e provavelmente arruinou a sua carreira, provando que estava cheio de carradas de razão).
Depois terão sempre uma explicação a dar. É o resultado da crise mundial. Das imposições de Bruxelas. Do estado em que o governo anterior deixou o país. Dos fascistas, Dos comunistas. De não terem a maioria absoluta. De estarem em coligação. Das alterações climáticas. Tudo assuntos sobre os quais não tinham a mais pequena ideia à data das eleições.
Mas então ficamos sem bússola que nos possa guiar? Nem tanto. Podemos fazer uma leitura ideológica, quer directamente que por análogos (proxies).
Vamos portanto fazer uma análise ideológica (por ordem alfabética). Uso as designações mais correntes. O CDS é o CDS/PP e o PSD é o PPD/PSD.
BE
O BE é o novo miúdo no quarteirão. MAS leia-se o que digo do LIVRE.
Honestamente não gosto de blocos nem de frentes. Só se compreendem para satisfazer grandes desígnios nacionais e felizmente por pouco tempo. A hsitória mostra que rapidamente se destroem ou uma parcela hegemoniza.
Sendo o novo miúdo tem a vantagem de não transportar o peso da história passada. Vantagem para eles e dificuldade para a minha análise.
Na génese do BE estão, sem dúvida, personagens que vêm da área marxista-leninista (versões estalinita, trotskista e maoista, estão lá todas). Todas os dirigentes, passados ou presentes, e que é possível ligar a alguma ideologia, vêm dessa área.
Foram pessoas que, no virar do milénio, perceberam que as forças onde militavam só se mantinham vivendo na ilusão de um mundo que não existia. E que não tinham qualquer margem de manobra.
Se fizeram isso com verdadeiro espírito de mudança ou penas buscaram a oportunidade possível, talvez nunca venhamos a saber.
Marxismo-leninisto cujos resultados a nível mundial foram tremendamente catastróficos, sem uma única história de sucesso, e particularmente gravosos em assuntos de que o BE faz bandeira com a tolerância, o ambiente, a liberdade de expressão, a solidariedade social, o fim da corrida de ratos pelo ordenado ao fim do mês. Bandeiras que são também minhas.
Sim, está tudo no manifesto. Mais um.
Felizmente - para a minha avaliação - o BE foi a única força política que apoiou o Syriza. O PCP disse que apoiou mas estava a fazer figas de trás da costas.
Sim isso permitiu desmascarar a Alemanha, país em que aparentemente o BE tinha muita confiança. Sim a dívida era negociável pela Grécia (ou por Portugal) em condições muito vantajosas. A europa e os estados unidos iam ficar em pânico pela aproximação aos enormes recursos dos BRIC. Se não fosse a Alemanha. Hitler de saias.
CDS
Resumo: O CDS é um partido conservador de direita. O mundo estava certo à 100 anos e qualquer coisa que se passou depois, era melhor não se ter passado (ou seja, os nossos avós é que estavam certos).
O CDS tem várias faixas que têm coexistido razoavelmente bem.
Há uma primeira faixa que vem regime anterior a 1974. Todos os políticos que exerciam a sua actividade de forma legal, ou abandonaram a política foram para 2 partidos. A saber: CDS ou o PSD.
Para o CDS vieram os que nunca tinham feito nenhuma crítica aos pilares fundamentais do antigo regime. O outros foram para o PSD (ver PSD). Foi dessa altura que se afirmaram centristas, numa perspectiva de se distanciarem do regime deposto. Aparentemente na altura não havia partidos de direita, desvio que todas as forças sentiram.
Numa segunda faixa estão os monárquicos. Apesar do Salazar ter feito deles gatos-sapato, nunca tiveram coragem de deixar de o apoiar, com a mítica ilusão que o fascismo português poderia, depois da morte do Salazar, instaurar a monarquia, como em Espanha, apesar que nunca terem recebido nenhuma indicação sólida que isso poderia acontecer. Ficam no entanto satisfeitos quando os seus parceiros retiram o 5 de Outubro e faltam à comemoração. Continuam a contenta-se com pouco.
Finalmente há uma terceira faixa dos que não são monárquicos e nasceram depois de 1950. São actualmente maioritários e, ideologicamente, não se diferenciam muito das 2 faixas anteriores, excepto na questão de regime, mas a monarquia não lhes repugna. Por isso coexistem todos bem.
Pensam que a solução para o país está no bucolismo e numa industria dominada por patrões-capitalistas imaginadamente preocupados com os piores aspecto da vida dos pobres - enquanto isso não influir nos seus negócios e estilo de vida. Ao estilo da encíclica "Rerum Novarum" e suas sequelas.
LIVRE et al
O LIVRE é o novo NOVO miúdo no quarteirão. Tudo o resto leia-se o que disse para o BE. Mutatis mutandis.
Marinho e Pinto (partido do)
Imagino que o partido tem um nome, mas não me lembro.
Não é a primeira vez que um partido vive de uma pessoas (lembram-se do PR?). Mas caramba o Ramalho Eanes tinha sido presidente da República 10 anos e o arquitecto do 11 de Novembro. O Marinho foi bastonário 2 ou 3 anos.
MRPP
O MRPP vive numa contradição dialéctica. Linha vermelho ou preta? Saldanha Sanches ou Arnaldo Matos? Mao Zedong ou Deng Xiaoping? Morte aos traidores ou apenas orelhas de burro? Aliança com o PCP ou tomada total do poder? Saída da União Europeia ou da Europa?
PCP
Resumo: O PCP é marxista-leninista e o seu modelo é a URSS. A URSS que vem explicada na "História do PC da US". Mais sobre o ML no capítulo do BE.
Desde que Álvaro Cunhal assumiu a secretaria geral, expulsando os desviaconisas (vários significados) e os pacifistas, que o PC tem uma linha clara e abrangente. Não são conhecidas dissidências graves que não tenham levada à expulsão num rápido intervalo de tempo e mesmo dissidências moderadas conduzem ao ostracismo, mesmo que dentro do partido. Sem perdão. Como resultado não há senão uma faixa.
Até à queda da União Soviética as ideias eram bem claros. Em Moscovo estava a ser construído um homem novo, à imagem do qual todo o mundo, mais cedo ou mais tarde, iria aderir, construindo um mundo de paz, prosperidade, felicidade, liberdade e tolerância. Basta ler um qualquer exemplar do Avante para ver como isso é claro. E, é justo dizer, acreditavam MESMO nisso, bem pelo menos a grande maioria, que não ponho a ideia de que existem alguns para os quais o partido é ou foi o modelo de negócio.
Curiosamente depois do desmembramento regime soviético continuam a pensar exactamente o mesmo. E, não duvido, a acreditar.
Nunca teve qualquer dúvida em apoiar os solavancos da história, de Budapeste (retrospectivamente) a Praga, do Afeganistão a Angola. Da Ucrânia à Síria. Nunca o PCP deixou de apoiar a Rússia e em troca recebeu os recursos que lhe permitiram secar muito terreno à volta. Mesmo quando se tratou de apoiar o Estado de Israel, e depois deixar de apoiar, nunca existiu nenhum desvio de percurso. Tudo muito bem explicado à posteriori.
Essa fé inabalada e inabalável num passado e num futuro míticos dão uma certa paz de espírito e funcionam mesmo como atracção para quem gosta de ter uma solução simples para todos os problemas do mundo e uma explicação, ainda mais simples, para todos os males. Efeito nirvana.
PS
O PS surgiu quando o Mário Soares, no anos 60, se procurou posicionar. Teve a sorte, o saber, ou a intuição, de ver que o PCP tinha secado toda a esquerda (ver PCP) e que o regime vigente em Portugal não tinha futuro, a começar pela sua incapacidade de resolver a questão colonial.
Portanto colocou-se na posição da ala mais esquerda da internacional (socialista). Mais esquerda no sentido que em Portugal se assistiu, na década de 70, a uma compreensível viragem à esquerda de todo o espectro (mesmo o CDS se dizia do centro, ver CDS).
Mas fez isso antes da queda do regime. Não o tivesse feito e outros políticos poderiam ter feito um partido social democrata em Portugal. Por exemplo o PSD (ver PSD). Mas embora a internacional socialista tenha alguma latitude ideológica nunca em nenhum país existiu mais que um partido filiado nessa organização, pelo que me lembro.
Com a chegada ao poder de Reagan e Tatcher o PS teve uma crise na correlação de poder. As forças mais conservadoras acharam que estava na altura de liquidar também a internacional socialista. Juntamente com a URSS. Foram parcialmente bem sucedidas na primeira parte e totalmente na segunda.
O facto de o PS não se poder financiar nas elites, como o faz o PSD e o CDS torna-o mais vulnerável a negociatas, ainda menos claras que as negociatas do PSD e do CDS. E muito mais fáceis de atacar em tribunal.
O PS não tem faixas, mas um contínuo espelhando a internacional. Da social-democracia ao socialismo (penso que tem poucos trabalhistas).
PSD
O PSD foi formado pelos políticos que antes do 25 de Abril, exerciam a sua actividade de forma legal mas tinham alguma oposição de fundo ao regime que estão acabou. Vulgo: "a área liberal".
Não tivessem os capitães saído à rua, a maioria deles teria sido cilindrado pelo regime, ou então ter-se-iam arrependido e sido aceites de volta.
Tendo corrido as coisas como correram existiu uma onda de adesão à social democracia, num Portugal de 70 com uma tendência compreensível de viragem à esquerda. Talvez alguns por oportunismo. Talvez alguns numa convicção genuína.
Essa primeira faixa é hoje residual, se bem que exista. Por um lado porque quem já andava na política nos anos 70 é agora septuagenário.
Mas a principal causa que definhou essa faixa foi o facto do PS ter roubado essa bandeira (ver PS).
Outra faixa é constituída pelos liberais. Os que acham que as famílias e os estados devem seguir uma lógica de boas contas sem gastar mais do que aquilo que têm e que o estado se deve colocar numa posição minimalista, tatcharistas, dizem-se eles. Posição que até pode fazer algum sentido até se perceber que essas boas práticas não se estendem ao sector financeiro da economia que pode usar o dinheiro que não tem. Curiosamente muitas das pessoas que defendem essas ideias estão ligada ao sector financeiro, deve ser coincidência, e não perdem nenhuma oportunidade para trepar na máquina do estado e sector-estado. Quando não, alimentam-se frequentemente na mesa do orçamento através de uma série de contratos atribuídos de modo realmente liberal - e subsídios.
Mas a terceira, e mais numerosa, faixa no PSD é simplesmente a faixa daqueles que estão a tratar da vida. Fizerem uma leitura da situação e concluíram que, durante a sua esperança de vida, é a melhor posição para uma vida mais próspera.
Alguns elementos dessa faixa vêm de partidos marxistas-leninistas, estalinistas ou maoistas, o que lhes permitiu juntar a inspiração liberal, com o que aprenderam sobre disciplina partidária, a "unidade face ao exterior" e a capacidade de obedecer às ordens, mesmo quando não são dadas.
MAS AFINAL EM QUEM É QUE EU VOU VOTAR?
Para já posso dizer que, salvo algo realmente inesperado, vou votar, mas só digo amanhã para ver se a CNE me manda prender.
Até há quem dirija cartas aos partidos a pedir-lhes que tomem posição sobre um certo número de questões e publique as respostas recebidas - ou a falta de resposta.
Esqueçam.
Um partido que resolvesse só prometesse fazer aquilo que estava razoavelmente certo de poder fazer iria partir com um handicap tremendo. Houve um deputado(?) qualquer do CDS, creio eu, que disse que nenhum partido poderia ganhar as eleições se não mentisse nas campanhas. Grande burburinho de todos os quadrantes. Mas estava cheio de razão (e provavelmente arruinou a sua carreira, provando que estava cheio de carradas de razão).
Depois terão sempre uma explicação a dar. É o resultado da crise mundial. Das imposições de Bruxelas. Do estado em que o governo anterior deixou o país. Dos fascistas, Dos comunistas. De não terem a maioria absoluta. De estarem em coligação. Das alterações climáticas. Tudo assuntos sobre os quais não tinham a mais pequena ideia à data das eleições.
Mas então ficamos sem bússola que nos possa guiar? Nem tanto. Podemos fazer uma leitura ideológica, quer directamente que por análogos (proxies).
Vamos portanto fazer uma análise ideológica (por ordem alfabética). Uso as designações mais correntes. O CDS é o CDS/PP e o PSD é o PPD/PSD.
BE
O BE é o novo miúdo no quarteirão. MAS leia-se o que digo do LIVRE.
Honestamente não gosto de blocos nem de frentes. Só se compreendem para satisfazer grandes desígnios nacionais e felizmente por pouco tempo. A hsitória mostra que rapidamente se destroem ou uma parcela hegemoniza.
Sendo o novo miúdo tem a vantagem de não transportar o peso da história passada. Vantagem para eles e dificuldade para a minha análise.
Na génese do BE estão, sem dúvida, personagens que vêm da área marxista-leninista (versões estalinita, trotskista e maoista, estão lá todas). Todas os dirigentes, passados ou presentes, e que é possível ligar a alguma ideologia, vêm dessa área.
Foram pessoas que, no virar do milénio, perceberam que as forças onde militavam só se mantinham vivendo na ilusão de um mundo que não existia. E que não tinham qualquer margem de manobra.
Se fizeram isso com verdadeiro espírito de mudança ou penas buscaram a oportunidade possível, talvez nunca venhamos a saber.
Marxismo-leninisto cujos resultados a nível mundial foram tremendamente catastróficos, sem uma única história de sucesso, e particularmente gravosos em assuntos de que o BE faz bandeira com a tolerância, o ambiente, a liberdade de expressão, a solidariedade social, o fim da corrida de ratos pelo ordenado ao fim do mês. Bandeiras que são também minhas.
Sim, está tudo no manifesto. Mais um.
Felizmente - para a minha avaliação - o BE foi a única força política que apoiou o Syriza. O PCP disse que apoiou mas estava a fazer figas de trás da costas.
Sim isso permitiu desmascarar a Alemanha, país em que aparentemente o BE tinha muita confiança. Sim a dívida era negociável pela Grécia (ou por Portugal) em condições muito vantajosas. A europa e os estados unidos iam ficar em pânico pela aproximação aos enormes recursos dos BRIC. Se não fosse a Alemanha. Hitler de saias.
CDS
Resumo: O CDS é um partido conservador de direita. O mundo estava certo à 100 anos e qualquer coisa que se passou depois, era melhor não se ter passado (ou seja, os nossos avós é que estavam certos).
O CDS tem várias faixas que têm coexistido razoavelmente bem.
Há uma primeira faixa que vem regime anterior a 1974. Todos os políticos que exerciam a sua actividade de forma legal, ou abandonaram a política foram para 2 partidos. A saber: CDS ou o PSD.
Para o CDS vieram os que nunca tinham feito nenhuma crítica aos pilares fundamentais do antigo regime. O outros foram para o PSD (ver PSD). Foi dessa altura que se afirmaram centristas, numa perspectiva de se distanciarem do regime deposto. Aparentemente na altura não havia partidos de direita, desvio que todas as forças sentiram.
Numa segunda faixa estão os monárquicos. Apesar do Salazar ter feito deles gatos-sapato, nunca tiveram coragem de deixar de o apoiar, com a mítica ilusão que o fascismo português poderia, depois da morte do Salazar, instaurar a monarquia, como em Espanha, apesar que nunca terem recebido nenhuma indicação sólida que isso poderia acontecer. Ficam no entanto satisfeitos quando os seus parceiros retiram o 5 de Outubro e faltam à comemoração. Continuam a contenta-se com pouco.
Finalmente há uma terceira faixa dos que não são monárquicos e nasceram depois de 1950. São actualmente maioritários e, ideologicamente, não se diferenciam muito das 2 faixas anteriores, excepto na questão de regime, mas a monarquia não lhes repugna. Por isso coexistem todos bem.
Pensam que a solução para o país está no bucolismo e numa industria dominada por patrões-capitalistas imaginadamente preocupados com os piores aspecto da vida dos pobres - enquanto isso não influir nos seus negócios e estilo de vida. Ao estilo da encíclica "Rerum Novarum" e suas sequelas.
LIVRE et al
O LIVRE é o novo NOVO miúdo no quarteirão. Tudo o resto leia-se o que disse para o BE. Mutatis mutandis.
Marinho e Pinto (partido do)
Imagino que o partido tem um nome, mas não me lembro.
Não é a primeira vez que um partido vive de uma pessoas (lembram-se do PR?). Mas caramba o Ramalho Eanes tinha sido presidente da República 10 anos e o arquitecto do 11 de Novembro. O Marinho foi bastonário 2 ou 3 anos.
MRPP
O MRPP vive numa contradição dialéctica. Linha vermelho ou preta? Saldanha Sanches ou Arnaldo Matos? Mao Zedong ou Deng Xiaoping? Morte aos traidores ou apenas orelhas de burro? Aliança com o PCP ou tomada total do poder? Saída da União Europeia ou da Europa?
PCP
Resumo: O PCP é marxista-leninista e o seu modelo é a URSS. A URSS que vem explicada na "História do PC da US". Mais sobre o ML no capítulo do BE.
Desde que Álvaro Cunhal assumiu a secretaria geral, expulsando os desviaconisas (vários significados) e os pacifistas, que o PC tem uma linha clara e abrangente. Não são conhecidas dissidências graves que não tenham levada à expulsão num rápido intervalo de tempo e mesmo dissidências moderadas conduzem ao ostracismo, mesmo que dentro do partido. Sem perdão. Como resultado não há senão uma faixa.
Até à queda da União Soviética as ideias eram bem claros. Em Moscovo estava a ser construído um homem novo, à imagem do qual todo o mundo, mais cedo ou mais tarde, iria aderir, construindo um mundo de paz, prosperidade, felicidade, liberdade e tolerância. Basta ler um qualquer exemplar do Avante para ver como isso é claro. E, é justo dizer, acreditavam MESMO nisso, bem pelo menos a grande maioria, que não ponho a ideia de que existem alguns para os quais o partido é ou foi o modelo de negócio.
Curiosamente depois do desmembramento regime soviético continuam a pensar exactamente o mesmo. E, não duvido, a acreditar.
Nunca teve qualquer dúvida em apoiar os solavancos da história, de Budapeste (retrospectivamente) a Praga, do Afeganistão a Angola. Da Ucrânia à Síria. Nunca o PCP deixou de apoiar a Rússia e em troca recebeu os recursos que lhe permitiram secar muito terreno à volta. Mesmo quando se tratou de apoiar o Estado de Israel, e depois deixar de apoiar, nunca existiu nenhum desvio de percurso. Tudo muito bem explicado à posteriori.
Essa fé inabalada e inabalável num passado e num futuro míticos dão uma certa paz de espírito e funcionam mesmo como atracção para quem gosta de ter uma solução simples para todos os problemas do mundo e uma explicação, ainda mais simples, para todos os males. Efeito nirvana.
PS
O PS surgiu quando o Mário Soares, no anos 60, se procurou posicionar. Teve a sorte, o saber, ou a intuição, de ver que o PCP tinha secado toda a esquerda (ver PCP) e que o regime vigente em Portugal não tinha futuro, a começar pela sua incapacidade de resolver a questão colonial.
Portanto colocou-se na posição da ala mais esquerda da internacional (socialista). Mais esquerda no sentido que em Portugal se assistiu, na década de 70, a uma compreensível viragem à esquerda de todo o espectro (mesmo o CDS se dizia do centro, ver CDS).
Mas fez isso antes da queda do regime. Não o tivesse feito e outros políticos poderiam ter feito um partido social democrata em Portugal. Por exemplo o PSD (ver PSD). Mas embora a internacional socialista tenha alguma latitude ideológica nunca em nenhum país existiu mais que um partido filiado nessa organização, pelo que me lembro.
Com a chegada ao poder de Reagan e Tatcher o PS teve uma crise na correlação de poder. As forças mais conservadoras acharam que estava na altura de liquidar também a internacional socialista. Juntamente com a URSS. Foram parcialmente bem sucedidas na primeira parte e totalmente na segunda.
O facto de o PS não se poder financiar nas elites, como o faz o PSD e o CDS torna-o mais vulnerável a negociatas, ainda menos claras que as negociatas do PSD e do CDS. E muito mais fáceis de atacar em tribunal.
O PS não tem faixas, mas um contínuo espelhando a internacional. Da social-democracia ao socialismo (penso que tem poucos trabalhistas).
PSD
O PSD foi formado pelos políticos que antes do 25 de Abril, exerciam a sua actividade de forma legal mas tinham alguma oposição de fundo ao regime que estão acabou. Vulgo: "a área liberal".
Não tivessem os capitães saído à rua, a maioria deles teria sido cilindrado pelo regime, ou então ter-se-iam arrependido e sido aceites de volta.
Tendo corrido as coisas como correram existiu uma onda de adesão à social democracia, num Portugal de 70 com uma tendência compreensível de viragem à esquerda. Talvez alguns por oportunismo. Talvez alguns numa convicção genuína.
Essa primeira faixa é hoje residual, se bem que exista. Por um lado porque quem já andava na política nos anos 70 é agora septuagenário.
Mas a principal causa que definhou essa faixa foi o facto do PS ter roubado essa bandeira (ver PS).
Outra faixa é constituída pelos liberais. Os que acham que as famílias e os estados devem seguir uma lógica de boas contas sem gastar mais do que aquilo que têm e que o estado se deve colocar numa posição minimalista, tatcharistas, dizem-se eles. Posição que até pode fazer algum sentido até se perceber que essas boas práticas não se estendem ao sector financeiro da economia que pode usar o dinheiro que não tem. Curiosamente muitas das pessoas que defendem essas ideias estão ligada ao sector financeiro, deve ser coincidência, e não perdem nenhuma oportunidade para trepar na máquina do estado e sector-estado. Quando não, alimentam-se frequentemente na mesa do orçamento através de uma série de contratos atribuídos de modo realmente liberal - e subsídios.
Mas a terceira, e mais numerosa, faixa no PSD é simplesmente a faixa daqueles que estão a tratar da vida. Fizerem uma leitura da situação e concluíram que, durante a sua esperança de vida, é a melhor posição para uma vida mais próspera.
Alguns elementos dessa faixa vêm de partidos marxistas-leninistas, estalinistas ou maoistas, o que lhes permitiu juntar a inspiração liberal, com o que aprenderam sobre disciplina partidária, a "unidade face ao exterior" e a capacidade de obedecer às ordens, mesmo quando não são dadas.
MAS AFINAL EM QUEM É QUE EU VOU VOTAR?
Para já posso dizer que, salvo algo realmente inesperado, vou votar, mas só digo amanhã para ver se a CNE me manda prender.
2015-09-26
O que eu voto 1/3 - o que se pode prever com elevado grau de certeza
Como hábito vou dizer em quem voto e porquê. Tudo explicadinho. No passado nunca votei em diversos partidos dependendo da minha análise da situação e vou voltar a fazê-lo.
Primeiro lugar é preciso estudar o cenário.
As sondagens são altamente manipuláveis. Os resultado são sempre uma estimativa e portanto estão por definição exactamente certos. Um dia ainda hei-de escrever a explicar como (suspeito) são feitas as sondagens para tornar isso mais claro.
O que é quase sempre um disparate são as margens de erro. Pode-me ter escapado alguma, mas todas as que vi dão um intervalo de confiança de 95% para uma margem de erro que é rigorosamente igual a 1 a dividir pela raiz quadrada do número de entrevistados.
Embora geralmente os detalhes sejam escondidos por quem faz as sondagens - mau augúrio - esse facto indica que usam um modelo altamente irrealista para estimar a margem de erro.
Aliás se as margens de erro estivessem realisticamente calculadas 95% das sondagens (isto é 19 em cada 20), conhecidos os resultados nas urnas, concordariam com os resultados finais, tomadas as margens de erro. Ora no acumulado de muitas sondagens que têm vindo a ser feitas ao longo de 40 anos de democracia o certo é que tal não se passou, nem pouco mais ou menos. A estatística não pode funcionar umas vezes e não funcionar noutras. Se o conjunto de todas as sondagens não segue a estatística enunciada por todas e cada uma deles alguém anda a fazer mal as contas.
Dito isto as sondagens não são completamente inúteis. Os resultados com a convicção que tenho na leitura que faço do dia a dia permite-me tirar as minhas seguintes previsões.
(a) a PAF e o PS vão compartilhar entre si o 1º e o 2º lugar, quer em número de deputados quer em número de votos.
(b) a BE e a CDU vão compartilhar entre si o 3º e o 4º lugar, quer em número de deputados quer em número de votos.
(c) Não será possível nenhuma maioria parlamentar (absoluta) que não inclua pelo menos um dos 2 partidos PS ou PSD.
(d) O CDS+PSD+PS podem ter 2/3 de deputados, isso não é certo, mas e a única combinação que pode eventualmente atingir esse valor.
Quanto estou seguro destas minhas previsões? Bastante seguro. Se alguém tem previsões que contradigam estas e estiver bem seguro talvez queira apostar um almoço comigo num restaurante simpático a combinar. Caramba, aposto 2 contra 1. Se ninguém quiser apostar, passo a considerar isto como facto.
Tomo também com provável, mas não garantido, que a CDU terá mais votos que o BE e que o partido do MPinto e o Livre-TA poderão no total ter entre 1 e 3 deputados. Mais nenhuma força irá eleger deputados.
Primeiro lugar é preciso estudar o cenário.
As sondagens são altamente manipuláveis. Os resultado são sempre uma estimativa e portanto estão por definição exactamente certos. Um dia ainda hei-de escrever a explicar como (suspeito) são feitas as sondagens para tornar isso mais claro.
O que é quase sempre um disparate são as margens de erro. Pode-me ter escapado alguma, mas todas as que vi dão um intervalo de confiança de 95% para uma margem de erro que é rigorosamente igual a 1 a dividir pela raiz quadrada do número de entrevistados.
Embora geralmente os detalhes sejam escondidos por quem faz as sondagens - mau augúrio - esse facto indica que usam um modelo altamente irrealista para estimar a margem de erro.
Aliás se as margens de erro estivessem realisticamente calculadas 95% das sondagens (isto é 19 em cada 20), conhecidos os resultados nas urnas, concordariam com os resultados finais, tomadas as margens de erro. Ora no acumulado de muitas sondagens que têm vindo a ser feitas ao longo de 40 anos de democracia o certo é que tal não se passou, nem pouco mais ou menos. A estatística não pode funcionar umas vezes e não funcionar noutras. Se o conjunto de todas as sondagens não segue a estatística enunciada por todas e cada uma deles alguém anda a fazer mal as contas.
Dito isto as sondagens não são completamente inúteis. Os resultados com a convicção que tenho na leitura que faço do dia a dia permite-me tirar as minhas seguintes previsões.
(a) a PAF e o PS vão compartilhar entre si o 1º e o 2º lugar, quer em número de deputados quer em número de votos.
(b) a BE e a CDU vão compartilhar entre si o 3º e o 4º lugar, quer em número de deputados quer em número de votos.
(c) Não será possível nenhuma maioria parlamentar (absoluta) que não inclua pelo menos um dos 2 partidos PS ou PSD.
(d) O CDS+PSD+PS podem ter 2/3 de deputados, isso não é certo, mas e a única combinação que pode eventualmente atingir esse valor.
Quanto estou seguro destas minhas previsões? Bastante seguro. Se alguém tem previsões que contradigam estas e estiver bem seguro talvez queira apostar um almoço comigo num restaurante simpático a combinar. Caramba, aposto 2 contra 1. Se ninguém quiser apostar, passo a considerar isto como facto.
Tomo também com provável, mas não garantido, que a CDU terá mais votos que o BE e que o partido do MPinto e o Livre-TA poderão no total ter entre 1 e 3 deputados. Mais nenhuma força irá eleger deputados.
2015-09-20
Os Refugiados - uma Reality Show
Há uns tempos referia que a Grécia era como uma telenovela. Bem a crise dos refugiados é pior - é uma reality show.
Lembra-se da locutora a abrir o telejornal e , no tom de quase apoplexia, dizer "o Joãozinho foi expulso da casa dos milhões". Também eu.
Não percebem mal, estou solidário com os que fogem à morte e à escravatura mais crua e abjecta. Como é o caso de maioria daqueles a que se designa por refugiados no contexto actual.
Mas não vejo a necessidade dos telejornais abrirem sempre com as mesmas imagens das mesmas pessoas nos mesmos sítios com muito pouca informação adicional. Não ficava espantado se um dia destes nos dessem um n. de telefone (66 cêntimos mais IVA) para votar em qual o refugiado que vai se admitido em Portugal, em cada dia.
Parece que já oferecem empregado a quem for apanhado a ser rasteirado pelos jornalistas de outro canal. Rasteira que claro, foi só para aumentar audiência.
Infelizmente, e nisso não difere muito da Grécia, já se sabe como vai tudo acabar. Com campos de refugiados espalhados pela Europa. Os países podem absolver essa gente até um certo grau, mas depois as eleições se encarregaram de ir retirando do poder os governos que passem um certo limite, sendo que os primeiros a fechar vai causar efeito em cadeia sobre os que ainda o não fizeram. É o efeito avalanche.
Gostava que pudesse ser de outra maneira, mas a realidade é uma coisa muito forte. Tal como na Grécia.
All in all não os piores campos de refugiados do mundo. Afinal vão ser os únicos campos do tipo com cobertura TV 24/7, e isso vai fazer muita diferença sobre a maneira como vão ser tratados.
Se tenho mede de uma invasão dos fundamentalistas? De modo nenhum. Não sou tão inocente que vá acreditar que são todos terroristas como também não acredito que não exista infiltrações do ISIS da Al Qaeda e provavelmente de mais uns tantos grupos de perigosos maluquinhos. Mas o principal problema vai ser a parte dos refugiados que não vai arranjar um modo de vida e encontraram na religião, e no martírio, uma consolação e uma justificação, para aquilo por que passam.
Enfim, o mundo é um local perigoso e não vejo como umas tantas mortes não vão estar na linha de acontecimento. Só espero que não sejam tecnicamente muito hábeis. Quem dá a liberdade pela segurança acabará a perder as duas.
Por que querem ir todos para a Alemanha (e Reino Unido, e Holanda)? Por que sabem que é aí que podem ganhar algum para pagar as dívidas que deixaram para trás e para poder financiar a vinda de outros. Têm alguns, frequentemente bons, contactos e têm uma visão da realidade que às vezes parece mais sólida que muitos comentadores políticos. Sim, não querem vir para Portugal e os que vierem vão-se passar na primeira oportunidade. Isso passa-se com que tem raízes cá, agora imagine-se para quem não tem.
APROVEITANDO A BOLEIA: curiosa e sobretudo corajosa a decisão do papa de apelar a uma família de refugiados por paróquia. Essa decisão vai ter lições (que ainda não sei quais são, se soubesse não eram lições) - espero só que alguém mantenha uma estatística do assunto.
2015-07-01
O euro e o bitcoin
Bem o que vai acontecer ao euro?
Não sei. E não acredito que alguém saiba.
Claro que é de esperar uma correcção (nota:correcção é o eufemismo dos mercados para desvalorização) no valor do moeda única e nos papeis em bolsa. É natural e saudável uma perda de valor da ordem de grandeza do que se vai perder com o dinheiro emprestado e não reembolsado. Emprestar dinheiro é uma actividade arriscada, com lucros e perdas potencias.
Agora, poderemos estar no início de um terramoto financeiro?
Poder, podemos, não há nenhuma razão objectiva para tal, mas os mercados são altamente irracionais e, principalmente, sujeitos à acção de especuladores. Lembro-me do que aconteceu à libra esterlina circa 1992.
Especular contra governos é uma actividade extremamente lucrativa para alguns. Penso que a larga maioria dos especuladores perde dinheiro, mas uns poucos armazenam lucros fabulosos e as notícias sobre isso atraem uma multidão de gananciosos. E, em regimes democráticos, nem os governos podem lutar contra multidões.
É um pouco coma a lotaria (ou os jogos no casino). Em média todos os jogadores perdem dinheiro, pelo que jogar faz muito pouco sentido. No entanto ninguém vai entrevistar quem perde regularmente 100 euros todas as semanas a jogar. Quem é referido na TV são os vencedores e a fortuna que meteram no bolso. Isso atrai a atenção, desperta a avidez a permite, em última análise, que os jogos existam.
No entanto à outro lado da moeda. é que existe muita vontade política e muitos recursos para se oporem ao caos.
A união europeia pode juntar muito dinheiro, pode cunhar moeda, mas, talvez mais importante, os Estados Unidos e a China vão disponibilizar algum. Podem ficar admirados de por aqui a China, mas se há alguma coisa que a China abomina é a instabilidade económica.
Agora uma coisa eu estou certo. Se for desencadeada uma crise económica na UE, que não seja acompanhada de uma crise semelhante a nível mundial, ficará provado que o euro não tem capacidade de resolver crises mesmo que essas crises tenham na sua génese valores relativamente pouco importantes.
Ficará para sempre exposto a que qualquer pretexto seja usado nos ataques contra ele. Será um pato coxo.
Nesse cenário será melhor começarmos todos a pensar em enterrar a moeda. Melhor se devagar e sem grandes distúrbios. Se possível. Não vai ser pêra doce.
Digo sair da moeda, não da União. Para já não penso que possa haver motivo para tal. No entanto muitos partidos populistas, um pouco por toda a parte, vão tentar aproveitar a boleia.
Também:
Será interessante ver a variação do bitcoin nos próximos dias. Não vejo nenhuma razão para o bitcoin se valorizar. Os gregos, se procederem racionalmente, tentarão sim passar tudo a dólares ou a euros, e mandar isso para fora do país, sim os euros podem ficar um pouco instáveis, mas que ninguém prevê que essa instabilidade seja superior à instabilidade dos bitcoins.
As restrições ao movimentos de capital tornam difícil exportar qualquer coisa que vala dinheiro , mas as mesmas restrições tornam difícil comprar bitcoins. Quem tiver bitcoins para vender dificilmente vai aceitar como pagamento valores que não possa fazer circular livremente. Dificilmente vai aceitar EXCEPTO se lhe pagarem muito, mas mesmo muito bem.
E reconheço que quem conseguir obter bitcoins ficará com uma moeda que pode muito facilmente ultrapassar limitações administrativas. Ter bitcoins será um "ter dinheiro lá fora, cá dentro", um offshore acessível a todos. Resta saber a que custo.
Tudo isto junto cria um sentimento irracional à boleia do qual se pode ganhar - ou perder - muito dinheiro. Uns dirão que isso é a tragédia dos mercados. Outros que é a sua beleza.
Não sei. E não acredito que alguém saiba.
Claro que é de esperar uma correcção (nota:correcção é o eufemismo dos mercados para desvalorização) no valor do moeda única e nos papeis em bolsa. É natural e saudável uma perda de valor da ordem de grandeza do que se vai perder com o dinheiro emprestado e não reembolsado. Emprestar dinheiro é uma actividade arriscada, com lucros e perdas potencias.
Agora, poderemos estar no início de um terramoto financeiro?
Poder, podemos, não há nenhuma razão objectiva para tal, mas os mercados são altamente irracionais e, principalmente, sujeitos à acção de especuladores. Lembro-me do que aconteceu à libra esterlina circa 1992.
Especular contra governos é uma actividade extremamente lucrativa para alguns. Penso que a larga maioria dos especuladores perde dinheiro, mas uns poucos armazenam lucros fabulosos e as notícias sobre isso atraem uma multidão de gananciosos. E, em regimes democráticos, nem os governos podem lutar contra multidões.
É um pouco coma a lotaria (ou os jogos no casino). Em média todos os jogadores perdem dinheiro, pelo que jogar faz muito pouco sentido. No entanto ninguém vai entrevistar quem perde regularmente 100 euros todas as semanas a jogar. Quem é referido na TV são os vencedores e a fortuna que meteram no bolso. Isso atrai a atenção, desperta a avidez a permite, em última análise, que os jogos existam.
No entanto à outro lado da moeda. é que existe muita vontade política e muitos recursos para se oporem ao caos.
A união europeia pode juntar muito dinheiro, pode cunhar moeda, mas, talvez mais importante, os Estados Unidos e a China vão disponibilizar algum. Podem ficar admirados de por aqui a China, mas se há alguma coisa que a China abomina é a instabilidade económica.
Agora uma coisa eu estou certo. Se for desencadeada uma crise económica na UE, que não seja acompanhada de uma crise semelhante a nível mundial, ficará provado que o euro não tem capacidade de resolver crises mesmo que essas crises tenham na sua génese valores relativamente pouco importantes.
Ficará para sempre exposto a que qualquer pretexto seja usado nos ataques contra ele. Será um pato coxo.
Nesse cenário será melhor começarmos todos a pensar em enterrar a moeda. Melhor se devagar e sem grandes distúrbios. Se possível. Não vai ser pêra doce.
Digo sair da moeda, não da União. Para já não penso que possa haver motivo para tal. No entanto muitos partidos populistas, um pouco por toda a parte, vão tentar aproveitar a boleia.
Também:
Será interessante ver a variação do bitcoin nos próximos dias. Não vejo nenhuma razão para o bitcoin se valorizar. Os gregos, se procederem racionalmente, tentarão sim passar tudo a dólares ou a euros, e mandar isso para fora do país, sim os euros podem ficar um pouco instáveis, mas que ninguém prevê que essa instabilidade seja superior à instabilidade dos bitcoins.
As restrições ao movimentos de capital tornam difícil exportar qualquer coisa que vala dinheiro , mas as mesmas restrições tornam difícil comprar bitcoins. Quem tiver bitcoins para vender dificilmente vai aceitar como pagamento valores que não possa fazer circular livremente. Dificilmente vai aceitar EXCEPTO se lhe pagarem muito, mas mesmo muito bem.
E reconheço que quem conseguir obter bitcoins ficará com uma moeda que pode muito facilmente ultrapassar limitações administrativas. Ter bitcoins será um "ter dinheiro lá fora, cá dentro", um offshore acessível a todos. Resta saber a que custo.
Tudo isto junto cria um sentimento irracional à boleia do qual se pode ganhar - ou perder - muito dinheiro. Uns dirão que isso é a tragédia dos mercados. Outros que é a sua beleza.
2015-06-26
A Telenovela Grega
Isto da Grécia é pior que uma telenovela. Muito pior que as telenovelas, porque as telenovelas passam a um horário mais ou menos previsível e só vê quem quer.
Pelo contrário a telenovela Grega irrompe nos telejornais e nunca se sabe quando vai acabar e começar as notícias a sério.
Pensavam que isso na Grécia ia ser uma tragédia. Muito pior: é uma telenovela. Mas sendo uma telenovela está a fritar os neurónios que me restam pelo que tenho de escrever isto ou rebento.
Comparável as notícias sobre a Grécia só mesmo o futebol, mas mesmo desse só se nalguns dias, são muitos dias, mas não são todos os dias. E dura, dura, diz que disse, o disse ontem (outra vez), o que disse hoje (e vai voltar amanhã), o que vai dizer amanhã (talvez). E o que talvez tivessem dito hoje, mas não disseram.
E a minha box infelizmente ainda não tem uma função que mude, durante as notícias da negociação da Grécia, e do futebol, para o canal zen.
Claro que o drama grego tem algumas semelhanças com as telenovelas. Toda a gente sabe como vão acabar, desde início, bem antes do início, quando se vê o trailler. Os vilões vão para o degredo e a mocinha casa com o mocinho numa promessa de um rancho de filhos. Foi pelo menos o que me disseram que eu desde a Gabriela nunca mais vi nenhuma.
Por uns instantes até parece que a coisa está a pender para o lado A, não, para o B. No episódio seguinte é B, A, B. E o pessoal a ver os anúncios no intervalo para não perder o que vem a seguir.Pior MESMO pior só a Heidi.
Também na Grécia a coisa vai acabar como...toda a gente sabe. Mas claro, têm de fazer uns rodriguinhos a convencer o pacóvio que não se sabe como vai acabar.
Tal como nas telenovelas, o enredo está escrito desde o início, desde que o Syriza ganhou uma pluralidade de assentos no parlamento nacional. Ou antes, quando as sondagens começaram a dar a vantagem.
Aí os governantes dos partidos do tatcharismo-requentado da Europa, juntamente com os altos funcionários que eles colocaram para as altas instâncias pensaram logo "ora aqui está a nossa oportunidade para por este pessoal que gasta mais do que o que produz" na ordem. E na oportunidade ganhar umas eleiçõeszecas aqui e ali. Não que ainda começa tudo a pedir o fim da austeridade, e (re-)negociações e coisas assim, safa.
Não que dizer que tenham reunido para combinar isso. Não, nada de reuniões dos Bilderberg ou da sociedade das caveiras e do ossos, a reunir à meia-noite, à luz de velas, ao largo da Califórnia. Isso é folclore.
Nem sequer trocaram mensagens, telefonemas, cartas ou emails. Aliás seriam parvos se pusessem qualquer coisa em palavras ditas ou escritas. Hoje em dia nunca se sabe quando está um Assange ou um Snowden atrás da porta escutar.
Mas não era preciso. É como o "code red" de que fala o Tom Cruise. Não é preciso estar escrito, nem ser lido, e toda a gente o conhece.
Ainda há por aí alguns convencidos que o fim não está escrito. Na verdade não sei se isso é mesmo verdade - o que mostraria má capacidade de analisar a situação - ou vontade de enganar, tipo promessas eleitorais.
Quando a coisa descambar de vez, seja pela saída do Grécia do euro, seja pela aceitação de medidas tão impopulares que o Syriza irá implodir e ser contestado nas ruas, vão mais uma vez buscar a retórica fácil do "fascimo". A Alemanha é fascista, os americanos são fascistas, o FMI e "as instituições" são fascistas. A UE é fascista. São TODOS fascistas.
Esse tipo de análise tem estória. Praga em 68 era uma cambada de fascistas com a Hungria em 56. Os Ingleses são fascistas, os franceses são fascistas, a Holanda a Bélgica e o Luxemburgo, ui, isso nem se fala. Bem na Ucrânia então são MESMO fascistas.
Esse tipo de análise não tem consistência e, o que é pior, branqueia o fascismo. Na realidade ficamos pensar onde é que esta gente imagina que há democracia. Ou houve. Ou vai haver. Se calhar é na...
E os "fascistas" verifica-se afinal, seguem regras de poder bem definidas à partida e que toda a gente conhece muito bem à muito tempo. Mas aparentemente alguns só descobrem, ou vão descobrir, que são fascistas quando não têm mais nenhum argumento.
Bem nalgumas análises ainda não se usa o termo fascismo. Usa-se "a caminhar para o fascismo", "fascistoide" "cripto-fascismo", mas a ideia é a mesma, e o escapismo não esconde muito.
E se um dia, bate na parede, o fascismo vier, bem, ninguém vai prestar atenção aos sinais.
Também há por aí quem tenha chegado à conclusão que o melhor que a Grécia, e a seguir Portugal, tem a fazer é abandonar o euro e depois a UE a logo a NATO. Depois só têm de construir uma sociedade mais justa com o dinheiro que os BRICS lhe vão emprestar. Os amanhãs cantam.
E depois quando isso não acontecer vai ficar um exemplo de "olha o que vos vai acontecer se...". Nada de novo. Já aconteceu algo muito parecido, já eu andava por cá.
Não, não me vejam com o que "quem não tenta está derrotado à partida". Quem está derrotado à partida é quem não tem capacidade de ver quais as lutas que podem ser ganhas e quais são de evitar. OU quem sabendo isso, finque que não é nada assim. Também nessa a história devia ter ensinado qualquer coisa.
Vai o Euro, a União Europeia, acabar? Talvez, mas a sua sentença de morte será mais provavelmente ditado pelos populistas no Reino Unido do que pela Grécia. E pelos banksters do Luxemburgo.
Para Portugal vai ser pior? Sim, mas talvez não muito. Os juros vão subir, mas talvez não muito, afinal ninguém quer ver em Portugal uma segunda Grécia. O vacina funciona pelos 2 lados. Mas gostava de estar mais certo do que digo. As avalanches têm uma dinâmica própria, muito difícil de prever, e Portugal é um elo fraco.
Antes que me esqueça: a dívida contraída pelos governos democráticamente eleitos é odiosa. A proveniente das acções do regime alemão nazi, na segunda guerra mundial, não.
Prontos. Grécia. Stop.
Pelo contrário a telenovela Grega irrompe nos telejornais e nunca se sabe quando vai acabar e começar as notícias a sério.
Pensavam que isso na Grécia ia ser uma tragédia. Muito pior: é uma telenovela. Mas sendo uma telenovela está a fritar os neurónios que me restam pelo que tenho de escrever isto ou rebento.
Comparável as notícias sobre a Grécia só mesmo o futebol, mas mesmo desse só se nalguns dias, são muitos dias, mas não são todos os dias. E dura, dura, diz que disse, o disse ontem (outra vez), o que disse hoje (e vai voltar amanhã), o que vai dizer amanhã (talvez). E o que talvez tivessem dito hoje, mas não disseram.
E a minha box infelizmente ainda não tem uma função que mude, durante as notícias da negociação da Grécia, e do futebol, para o canal zen.
Claro que o drama grego tem algumas semelhanças com as telenovelas. Toda a gente sabe como vão acabar, desde início, bem antes do início, quando se vê o trailler. Os vilões vão para o degredo e a mocinha casa com o mocinho numa promessa de um rancho de filhos. Foi pelo menos o que me disseram que eu desde a Gabriela nunca mais vi nenhuma.
Por uns instantes até parece que a coisa está a pender para o lado A, não, para o B. No episódio seguinte é B, A, B. E o pessoal a ver os anúncios no intervalo para não perder o que vem a seguir.Pior MESMO pior só a Heidi.
Também na Grécia a coisa vai acabar como...toda a gente sabe. Mas claro, têm de fazer uns rodriguinhos a convencer o pacóvio que não se sabe como vai acabar.
Tal como nas telenovelas, o enredo está escrito desde o início, desde que o Syriza ganhou uma pluralidade de assentos no parlamento nacional. Ou antes, quando as sondagens começaram a dar a vantagem.
Aí os governantes dos partidos do tatcharismo-requentado da Europa, juntamente com os altos funcionários que eles colocaram para as altas instâncias pensaram logo "ora aqui está a nossa oportunidade para por este pessoal que gasta mais do que o que produz" na ordem. E na oportunidade ganhar umas eleiçõeszecas aqui e ali. Não que ainda começa tudo a pedir o fim da austeridade, e (re-)negociações e coisas assim, safa.
Não que dizer que tenham reunido para combinar isso. Não, nada de reuniões dos Bilderberg ou da sociedade das caveiras e do ossos, a reunir à meia-noite, à luz de velas, ao largo da Califórnia. Isso é folclore.
Nem sequer trocaram mensagens, telefonemas, cartas ou emails. Aliás seriam parvos se pusessem qualquer coisa em palavras ditas ou escritas. Hoje em dia nunca se sabe quando está um Assange ou um Snowden atrás da porta escutar.
Mas não era preciso. É como o "code red" de que fala o Tom Cruise. Não é preciso estar escrito, nem ser lido, e toda a gente o conhece.
Ainda há por aí alguns convencidos que o fim não está escrito. Na verdade não sei se isso é mesmo verdade - o que mostraria má capacidade de analisar a situação - ou vontade de enganar, tipo promessas eleitorais.
Quando a coisa descambar de vez, seja pela saída do Grécia do euro, seja pela aceitação de medidas tão impopulares que o Syriza irá implodir e ser contestado nas ruas, vão mais uma vez buscar a retórica fácil do "fascimo". A Alemanha é fascista, os americanos são fascistas, o FMI e "as instituições" são fascistas. A UE é fascista. São TODOS fascistas.
Esse tipo de análise tem estória. Praga em 68 era uma cambada de fascistas com a Hungria em 56. Os Ingleses são fascistas, os franceses são fascistas, a Holanda a Bélgica e o Luxemburgo, ui, isso nem se fala. Bem na Ucrânia então são MESMO fascistas.
Esse tipo de análise não tem consistência e, o que é pior, branqueia o fascismo. Na realidade ficamos pensar onde é que esta gente imagina que há democracia. Ou houve. Ou vai haver. Se calhar é na...
E os "fascistas" verifica-se afinal, seguem regras de poder bem definidas à partida e que toda a gente conhece muito bem à muito tempo. Mas aparentemente alguns só descobrem, ou vão descobrir, que são fascistas quando não têm mais nenhum argumento.
Bem nalgumas análises ainda não se usa o termo fascismo. Usa-se "a caminhar para o fascismo", "fascistoide" "cripto-fascismo", mas a ideia é a mesma, e o escapismo não esconde muito.
E se um dia, bate na parede, o fascismo vier, bem, ninguém vai prestar atenção aos sinais.
Também há por aí quem tenha chegado à conclusão que o melhor que a Grécia, e a seguir Portugal, tem a fazer é abandonar o euro e depois a UE a logo a NATO. Depois só têm de construir uma sociedade mais justa com o dinheiro que os BRICS lhe vão emprestar. Os amanhãs cantam.
E depois quando isso não acontecer vai ficar um exemplo de "olha o que vos vai acontecer se...". Nada de novo. Já aconteceu algo muito parecido, já eu andava por cá.
Não, não me vejam com o que "quem não tenta está derrotado à partida". Quem está derrotado à partida é quem não tem capacidade de ver quais as lutas que podem ser ganhas e quais são de evitar. OU quem sabendo isso, finque que não é nada assim. Também nessa a história devia ter ensinado qualquer coisa.
Vai o Euro, a União Europeia, acabar? Talvez, mas a sua sentença de morte será mais provavelmente ditado pelos populistas no Reino Unido do que pela Grécia. E pelos banksters do Luxemburgo.
Para Portugal vai ser pior? Sim, mas talvez não muito. Os juros vão subir, mas talvez não muito, afinal ninguém quer ver em Portugal uma segunda Grécia. O vacina funciona pelos 2 lados. Mas gostava de estar mais certo do que digo. As avalanches têm uma dinâmica própria, muito difícil de prever, e Portugal é um elo fraco.
Antes que me esqueça: a dívida contraída pelos governos democráticamente eleitos é odiosa. A proveniente das acções do regime alemão nazi, na segunda guerra mundial, não.
Prontos. Grécia. Stop.
2015-06-25
Acordos ortográficos
Bem, sinto-me da obrigação de dizer qualquer coisa sobre o tão falado acordo ortográfico.
Pois a minha opinião é que... não tenho opinião.
Oiço os argumentos A e concordo. Depois oiço os argumentos B e concordo. E oiço os argumentos B a desmentirem os argumentos A, com que tinha concordado e concordo, isto é, discordo daquilo com que tinha concordado. Ad infinitum.
Depois olho para os curriculuns (curriculums, curricula? porque não tem acento no i?) de alguns dos arguentes e... desisto.
Na verdade não me sinto com formação nem experiência para julgar o peso relativo dos diversos argumentos. Provavelmente muitos dos que argumentam A ou B também não, mas isso é irrelevante.
Sejamos claros, o uso do nosso acordo vai criar sobre mim um excesso de trabalho considerável, já habituado a lutar contra os erros de ortografia na convenção agora em vias de cessar , o futuro não é brilhante. Felizmente escrever não é uma parte importante da minha vida. Mais importante uma escrita linguisticamente brilhante nunca foi um objectivo meu, nem remotamente, nem por aproximação, como quase toda a gente que me conhece sabe (nalguns casos sofre ou sofreu -- pessoal que me ajudou a escrever a tese, ainda não esqueci).
Relato aqui um diálogo muito antigo com uma simpática e atraente professora na aliançe française circa 1987 (que será feito dela?) O diálogo foi em francês, espécie de, mas eu traduzo,"Ó Zé tu até escreves bem, mas dás tantos erros ortográficos..." "Ó professora, com tantos erros que eu dou em português, se não os desses em francês era falta de patriotismo". Note-se que o "até escreves bem" era apenas um reflexo com alguma familiaridade com a língua, que as minhas estadas frequentes e prolongadas em Paris me tinha facultado nessa década, e um pouco antes, e que a docente benevolente apreciava intuitivamente, Nada que passasse uma análise fria dos méritos. Não que na circunstância eu estivesse interessado numa análise fria de méritos.
Não deixo de ver uma vitória económica e política do Brasil, mas a vida é a vida, há coisas piores.
Penso que parece que vou ter que me adaptar, não vejo outra alternativa. No entanto para não correr o risco de fazer uma asneira da grosso vou esperar um meses. Posso dar-me a esse luxo.
Até que o "diário da república" e o "diário da assembleia da república" do Brasil (ou lá como como é que eles são chamadas no local) venham escritos segundo o novo acordo. Isso deve acontecer em Janeiro de 2016, posso esperar. Nessa altura o novo AO será oficial para uns 90% dos falante, para mim chega. Mas não vá acontecer como em 1945 em que o governo brasileiro aprovou o acordo, mas ele nunca entrou me vigor, tendo Portugal feito um acordo com...consigo próprio apenas (Portugal e Brasil eram na altura os únicos países com maioria a falar português). Cuidados e caldos de galinha.
Será uma altura de eu repensar o meu sistema de correcção ortográfica e talvez mudar o meu browser de referência. Janeiro já está muito cheio. Marquei condicionalmente para Fevereiro de 2016. Transição até ao fim de Março.
Um corrector ortográfico que compreendesse a minha eventual ortografia antiga, mesmo que gralhada, e desse como primeira opção a ortografia apropriada da mesma palavra. Será que isso existe?
Links:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Acordo_Ortogr%C3%A1fico_de_1945 (consultado em 2015-05-14)
.
Pois a minha opinião é que... não tenho opinião.
Oiço os argumentos A e concordo. Depois oiço os argumentos B e concordo. E oiço os argumentos B a desmentirem os argumentos A, com que tinha concordado e concordo, isto é, discordo daquilo com que tinha concordado. Ad infinitum.
Depois olho para os curriculuns (curriculums, curricula? porque não tem acento no i?) de alguns dos arguentes e... desisto.
Na verdade não me sinto com formação nem experiência para julgar o peso relativo dos diversos argumentos. Provavelmente muitos dos que argumentam A ou B também não, mas isso é irrelevante.
Sejamos claros, o uso do nosso acordo vai criar sobre mim um excesso de trabalho considerável, já habituado a lutar contra os erros de ortografia na convenção agora em vias de cessar , o futuro não é brilhante. Felizmente escrever não é uma parte importante da minha vida. Mais importante uma escrita linguisticamente brilhante nunca foi um objectivo meu, nem remotamente, nem por aproximação, como quase toda a gente que me conhece sabe (nalguns casos sofre ou sofreu -- pessoal que me ajudou a escrever a tese, ainda não esqueci).
Relato aqui um diálogo muito antigo com uma simpática e atraente professora na aliançe française circa 1987 (que será feito dela?) O diálogo foi em francês, espécie de, mas eu traduzo,"Ó Zé tu até escreves bem, mas dás tantos erros ortográficos..." "Ó professora, com tantos erros que eu dou em português, se não os desses em francês era falta de patriotismo". Note-se que o "até escreves bem" era apenas um reflexo com alguma familiaridade com a língua, que as minhas estadas frequentes e prolongadas em Paris me tinha facultado nessa década, e um pouco antes, e que a docente benevolente apreciava intuitivamente, Nada que passasse uma análise fria dos méritos. Não que na circunstância eu estivesse interessado numa análise fria de méritos.
Não deixo de ver uma vitória económica e política do Brasil, mas a vida é a vida, há coisas piores.
Penso que parece que vou ter que me adaptar, não vejo outra alternativa. No entanto para não correr o risco de fazer uma asneira da grosso vou esperar um meses. Posso dar-me a esse luxo.
Até que o "diário da república" e o "diário da assembleia da república" do Brasil (ou lá como como é que eles são chamadas no local) venham escritos segundo o novo acordo. Isso deve acontecer em Janeiro de 2016, posso esperar. Nessa altura o novo AO será oficial para uns 90% dos falante, para mim chega. Mas não vá acontecer como em 1945 em que o governo brasileiro aprovou o acordo, mas ele nunca entrou me vigor, tendo Portugal feito um acordo com...consigo próprio apenas (Portugal e Brasil eram na altura os únicos países com maioria a falar português). Cuidados e caldos de galinha.
Será uma altura de eu repensar o meu sistema de correcção ortográfica e talvez mudar o meu browser de referência. Janeiro já está muito cheio. Marquei condicionalmente para Fevereiro de 2016. Transição até ao fim de Março.
Um corrector ortográfico que compreendesse a minha eventual ortografia antiga, mesmo que gralhada, e desse como primeira opção a ortografia apropriada da mesma palavra. Será que isso existe?
Links:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Acordo_Ortogr%C3%A1fico_de_1945 (consultado em 2015-05-14)
.
2015-05-14
Poupanças
Bem o motivo directo é para falar sobre sobre a lingua portuguesa. Não, não é desta vez que vou falar sobre o acordo ortográfico. Fica para outro dia.
Sempre procurei utilizar programas (aplicações), livros, filmes, etc na versão em inglês. O que não me impede de eu escrever em português sempre que possível e apropriado.
Algumas pessoas até ficam admiradas sabendo que não domino particularmente essa língua (o argumento não colhe porque o meu português também não é nada que seja motivo de orgulho).
Hoje vou fundamentar a minha decisão num exemplo.
Ando à procura de uma gráfica, ou, como ainda se chama, loja de fotocópias. Sim tenho um impressora, mas uso-a pouco pelo que comprei uma de desempenho mediano. Quando - raramente - pretendo uma coisa de qualidade (ou uma grande quantidade) mais vale recorrer a uma loja ou empresa especializada que pode obter preços mais baixos devido a um uso mais racional de impressoras de boa qualidade. Sai mais barato a qualidade é maior e cria emprego. E é melhor para o ambiente.
As gráficas on-line são uma boa opção para algum tipo de trabalho. Não é preciso sair de casa e temos um maior controlo sobre o que está a ser feito.
Mas há problemas, este caso é de fácil solução, mas nem todas as asneiras assim o são.
Neste caso a gráfica propõe uma interface on-line para criação do documento. Boa ideia.
No entanto existe uma opção que me causou alguma perplexidade. A opção "Poupe". Bem certamente era uma referência a uma campanha promocional, ou, quiça, apenas para exaltar as poupanças económicas que o uso da empresa traduz para o consumidor. Mas não.
A pista vem evidentemente do simbolo de uma diskette que está junto. Já ninguém usa diskettes, claro, mas o simbolo continua a representar a opção "guardar".
"Guardar" estão a ver. Ou, em inglês "save". O termo "save" traduz-se frequentemente por "poupe" claro, apareçe muito nos supermercados e em todo o tipo de folhetos promocionais.
Mas neste caso a tradução "poupe" não faz qualquer sentido, É como dizer poupe aí este livro na gaveta. A tradução correcta é "guardar" ou talvez, aceitável, "guarde".
Evidentemente que a aplicação foi traduzida do inglês, que quem traduziu não tinha a mais pequena ideia daquilo que estava traduzir (partindo do princípio que não foi uma tradução automática). O tradutor relembrou as suas aulas de empreendedorismo, campanhas promocionais, "save", "save", foi ao dicionário "poupe", estava lá, caso arrumado.
Para esta versão em português preferiria a versão em inglês - se estivesse disponível.
Ou da má preparação que existe nas nossas escolas, muitos querem estudar, e muito se ensina, as artes da impressão e tipografia, mas mais para as artes e menos para a tecnologia.
Ou do que resulta quando se paga amendoins e se obtém macacos. Poupanças - estão a perceber.
E, claro, os 2 parágrafos anteriores estão relacionados.
Com gráficas assim as empresas vão perder mais tempo, obter folhetos de mais baixa qualidade e no fim ficamos todos a perder. E só vai haver dinheiro para pagar amendoins.
Seria muito melhor se estivesse tudo em inglês e ponto final. Claro que os utilizadores teriam de saber inglês, mas o conheçimento de inglês é de qualquer maneira indispensável.
Nota: não que estas confusões sejam exclusivas desta gráfica. Muito pelo contrário.
Sempre procurei utilizar programas (aplicações), livros, filmes, etc na versão em inglês. O que não me impede de eu escrever em português sempre que possível e apropriado.
Algumas pessoas até ficam admiradas sabendo que não domino particularmente essa língua (o argumento não colhe porque o meu português também não é nada que seja motivo de orgulho).
Hoje vou fundamentar a minha decisão num exemplo.
Ando à procura de uma gráfica, ou, como ainda se chama, loja de fotocópias. Sim tenho um impressora, mas uso-a pouco pelo que comprei uma de desempenho mediano. Quando - raramente - pretendo uma coisa de qualidade (ou uma grande quantidade) mais vale recorrer a uma loja ou empresa especializada que pode obter preços mais baixos devido a um uso mais racional de impressoras de boa qualidade. Sai mais barato a qualidade é maior e cria emprego. E é melhor para o ambiente.
As gráficas on-line são uma boa opção para algum tipo de trabalho. Não é preciso sair de casa e temos um maior controlo sobre o que está a ser feito.
Mas há problemas, este caso é de fácil solução, mas nem todas as asneiras assim o são.
Neste caso a gráfica propõe uma interface on-line para criação do documento. Boa ideia.
No entanto existe uma opção que me causou alguma perplexidade. A opção "Poupe". Bem certamente era uma referência a uma campanha promocional, ou, quiça, apenas para exaltar as poupanças económicas que o uso da empresa traduz para o consumidor. Mas não.
A pista vem evidentemente do simbolo de uma diskette que está junto. Já ninguém usa diskettes, claro, mas o simbolo continua a representar a opção "guardar".
"Guardar" estão a ver. Ou, em inglês "save". O termo "save" traduz-se frequentemente por "poupe" claro, apareçe muito nos supermercados e em todo o tipo de folhetos promocionais.
Mas neste caso a tradução "poupe" não faz qualquer sentido, É como dizer poupe aí este livro na gaveta. A tradução correcta é "guardar" ou talvez, aceitável, "guarde".
Evidentemente que a aplicação foi traduzida do inglês, que quem traduziu não tinha a mais pequena ideia daquilo que estava traduzir (partindo do princípio que não foi uma tradução automática). O tradutor relembrou as suas aulas de empreendedorismo, campanhas promocionais, "save", "save", foi ao dicionário "poupe", estava lá, caso arrumado.
Para esta versão em português preferiria a versão em inglês - se estivesse disponível.
Ou da má preparação que existe nas nossas escolas, muitos querem estudar, e muito se ensina, as artes da impressão e tipografia, mas mais para as artes e menos para a tecnologia.
Ou do que resulta quando se paga amendoins e se obtém macacos. Poupanças - estão a perceber.
E, claro, os 2 parágrafos anteriores estão relacionados.
Com gráficas assim as empresas vão perder mais tempo, obter folhetos de mais baixa qualidade e no fim ficamos todos a perder. E só vai haver dinheiro para pagar amendoins.
Seria muito melhor se estivesse tudo em inglês e ponto final. Claro que os utilizadores teriam de saber inglês, mas o conheçimento de inglês é de qualquer maneira indispensável.
Nota: não que estas confusões sejam exclusivas desta gráfica. Muito pelo contrário.
2015-05-07
Is the end of the world as we know it
Hoje há eleições no Reino Unido.
O mais provável será termos um governo dos conservadores + LibDem. Referendo sobre a UE à vista, cedências sobre o espaço de circulação, UK-exit?
Se não será Trabalhistas + Escoceses. Referendo sobre a Escócia à vista. Fim do UK?
As forças centrífugas não dormem.
O que provavelmente nem é tão mau como se possa pensar. Mas vão ser dias difíceis.
O mais provável será termos um governo dos conservadores + LibDem. Referendo sobre a UE à vista, cedências sobre o espaço de circulação, UK-exit?
Se não será Trabalhistas + Escoceses. Referendo sobre a Escócia à vista. Fim do UK?
As forças centrífugas não dormem.
O que provavelmente nem é tão mau como se possa pensar. Mas vão ser dias difíceis.
2015-04-19
Gravidade (2013)
Gravidade é um filme de FC. Pura e dura.
Não encerra nenhuma questão filosófica, apenas a tenacidade das pessoas sobreviverem, e protegerem quem lhes é próximo, no ambiente hostil que é o espaço, apesar do filme se passar todo as uns míseros 500 quilómetros da superfície da Terra.
E nisso (e não é pouco) é bom. Os detalhes estão todos bem vistos e toda a acção é muito realista.
Um daqueles filmes que se perde muito visto no cinema, Na verdade é difícil, ao seguir a acção, manter um olho nas excelentes imagens sobre a Terra que vão passando em fundo.
E claro a Sandra está impecável, apesar de já não ir para nova. Sempre um descanso para os meus olhos vê-la despir qualquer coisa, mesmo que seja só o fato espacial.
Se ainda não viu, não perca. Se já viu talvez queira voltar a ver, provavelmente o facto de já saber a história vai permitir dar um pouco mais de atenção às imagens de fundo.
http://en.wikipedia.org/wiki/Gravity_(film)
Não encerra nenhuma questão filosófica, apenas a tenacidade das pessoas sobreviverem, e protegerem quem lhes é próximo, no ambiente hostil que é o espaço, apesar do filme se passar todo as uns míseros 500 quilómetros da superfície da Terra.
E nisso (e não é pouco) é bom. Os detalhes estão todos bem vistos e toda a acção é muito realista.
Um daqueles filmes que se perde muito visto no cinema, Na verdade é difícil, ao seguir a acção, manter um olho nas excelentes imagens sobre a Terra que vão passando em fundo.
E claro a Sandra está impecável, apesar de já não ir para nova. Sempre um descanso para os meus olhos vê-la despir qualquer coisa, mesmo que seja só o fato espacial.
Se ainda não viu, não perca. Se já viu talvez queira voltar a ver, provavelmente o facto de já saber a história vai permitir dar um pouco mais de atenção às imagens de fundo.
http://en.wikipedia.org/wiki/Gravity_(film)
2015-04-18
Os Guardiões da Galáxia (2014)
Bem, posso dizer que NÃO estou divertido.
A FC de um modo geral casa mal com a comédia, e este filme de 2014 é um exemplo disso. Mesmo o "Marte Ataca", que ainda é o melhor que me lembro no género (e talvez tenha oportunidade de falar sobre esse filme) foi um filme que me deixou muito a desejar. Talvez os "homens de negro" seja o único filme do género que suportei. Tiradas as sequelas.
Claro que foi popular, mas a minha impressão é que foi popular por quem não aprecia FC. E, fora alguma piadas mais ou menos escatológicas não encontrei piada nenhuma.
Os heróis e os vilões são apenas uma imagem fraca do que já se tem visto na FC e na fantasia. O ideia é mesmo gozar com isso, mas nem nisso há nada de novo.
De resto é um percorrer de temas que já foram tratados até à exaustão, cenas coladas de outros locais.
http://en.wikipedia.org/wiki/Guardians_of_the_Galaxy_(film) (consultado em 2015-04-18)
http://en.wikipedia.org/wiki/Mars_Attacks! (consultado em 2015-04-18)
n.wikipedia.org/wiki/Men_in_Black_(film) (consultado em 2015-04-18)
A FC de um modo geral casa mal com a comédia, e este filme de 2014 é um exemplo disso. Mesmo o "Marte Ataca", que ainda é o melhor que me lembro no género (e talvez tenha oportunidade de falar sobre esse filme) foi um filme que me deixou muito a desejar. Talvez os "homens de negro" seja o único filme do género que suportei. Tiradas as sequelas.
Claro que foi popular, mas a minha impressão é que foi popular por quem não aprecia FC. E, fora alguma piadas mais ou menos escatológicas não encontrei piada nenhuma.
Os heróis e os vilões são apenas uma imagem fraca do que já se tem visto na FC e na fantasia. O ideia é mesmo gozar com isso, mas nem nisso há nada de novo.
De resto é um percorrer de temas que já foram tratados até à exaustão, cenas coladas de outros locais.
http://en.wikipedia.org/wiki/Guardians_of_the_Galaxy_(film) (consultado em 2015-04-18)
http://en.wikipedia.org/wiki/Mars_Attacks! (consultado em 2015-04-18)
n.wikipedia.org/wiki/Men_in_Black_(film) (consultado em 2015-04-18)
2015-03-29
A Teoria do Big Bang (desde 2007)
Não estou a referir o paradigma actual sobre a evolução do Universo.
Estou a falar sobre a enormemente popular comédia norte-americana (é provavelmente a série mais vista nos Estados Unidos, uma fonte estimou que, em 2013, nos EEUU, foi vista na TV, por mais de 20 milhões, contra menos de 6 milhões que vêm a "Guerra dos Tronos") em exibição desde 2007.
Eu não vejo mais nenhuma outra comédia, com alguma regularidade mínima.
Tenho de fazer uma declaração de interesse pessoal. Já trabalhei numa grande (grande em todos os sentidos) universidade californiana e, na ocasião, compartilhei a minha habitação - 2 andares, mais uma sub-loja com máquinas e outro hardware - , de forma informal e algo caótica, com alguns colegas. Uns viveram mesmo lá durante 1 ou mais anos, outros só de passagem, outros pernoitaram ocasionalmente. O único que resta do meu tempo já fez 32 anos de casa. A esmagadora maioria eram jovens investigadores e/ou professores e/ou estudantes graduados nas áreas das ciência exactas. A sala maior tinha uma larga janela vitral. Tudo praticamente uma réplica da série.
( Diferenças importante: tínhamos um enorme e muito frondoso quintal , cheio de racons, esquilos, cobras cascavéis, tarântulas e, ocasionalmente, com ursos e veados, a casa e o jardim ainda lá estão e podem ser vistos nas fotos de satélite, por exemplo no google maps, 37.89020, -122.25944, na altura existiam menos casas. Não havia Internet.).
Não consigo aliás deixar de associar os personagens a pessoas específicas que conheci. (desafio: com quem acham que eu me identifico?).
Mas é ficção-científica? Bem, as opiniões podem divergir, mas sem dúvida que a ciência E a ficção-científica são eixos principais dos argumentos.
Acho a série muito divertida, acho os personagens credíveis (dada a latitude da crítica, que exagera os estereótipos), os cenários são realistas e a ciência é MUITO sólida. A tecnologia é MUITO sólida. E a filosofia. Mais, os episódios são curtos, 20 min., o que torna a sua visualização bem relaxante e eficaz.
Se tem algum interesse em FC, ou em ciência, veja a BBT. A ordem dos episódios é em boa medida arbitrária, depois de se entrar dentro de cada personagem. Umas fotos seguem.
http://en.wikipedia.org/wiki/The_Big_Bang_Theory (consultada em 2015-03-29)
https://torrentfreak.com/game-of-thrones-most-pirated-tv-show-of-2013-131225/ (consultada em 2015-03-29)
Estou a falar sobre a enormemente popular comédia norte-americana (é provavelmente a série mais vista nos Estados Unidos, uma fonte estimou que, em 2013, nos EEUU, foi vista na TV, por mais de 20 milhões, contra menos de 6 milhões que vêm a "Guerra dos Tronos") em exibição desde 2007.
Eu não vejo mais nenhuma outra comédia, com alguma regularidade mínima.
Tenho de fazer uma declaração de interesse pessoal. Já trabalhei numa grande (grande em todos os sentidos) universidade californiana e, na ocasião, compartilhei a minha habitação - 2 andares, mais uma sub-loja com máquinas e outro hardware - , de forma informal e algo caótica, com alguns colegas. Uns viveram mesmo lá durante 1 ou mais anos, outros só de passagem, outros pernoitaram ocasionalmente. O único que resta do meu tempo já fez 32 anos de casa. A esmagadora maioria eram jovens investigadores e/ou professores e/ou estudantes graduados nas áreas das ciência exactas. A sala maior tinha uma larga janela vitral. Tudo praticamente uma réplica da série.
( Diferenças importante: tínhamos um enorme e muito frondoso quintal , cheio de racons, esquilos, cobras cascavéis, tarântulas e, ocasionalmente, com ursos e veados, a casa e o jardim ainda lá estão e podem ser vistos nas fotos de satélite, por exemplo no google maps, 37.89020, -122.25944, na altura existiam menos casas. Não havia Internet.).
Não consigo aliás deixar de associar os personagens a pessoas específicas que conheci. (desafio: com quem acham que eu me identifico?).
Mas é ficção-científica? Bem, as opiniões podem divergir, mas sem dúvida que a ciência E a ficção-científica são eixos principais dos argumentos.
Acho a série muito divertida, acho os personagens credíveis (dada a latitude da crítica, que exagera os estereótipos), os cenários são realistas e a ciência é MUITO sólida. A tecnologia é MUITO sólida. E a filosofia. Mais, os episódios são curtos, 20 min., o que torna a sua visualização bem relaxante e eficaz.
Se tem algum interesse em FC, ou em ciência, veja a BBT. A ordem dos episódios é em boa medida arbitrária, depois de se entrar dentro de cada personagem. Umas fotos seguem.
http://en.wikipedia.org/wiki/The_Big_Bang_Theory (consultada em 2015-03-29)
https://torrentfreak.com/game-of-thrones-most-pirated-tv-show-of-2013-131225/ (consultada em 2015-03-29)
Subscrever:
Mensagens (Atom)






























