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2008-12-31
31 Dez = O dia mais longo do ano, MAS...
Tomar partido? Claro
2008-12-03
Avaliação dos Professores
Vamos avaliar! Adoro avaliações. E adora a avaliação das avaliações.
Avaliar os gestores dos bancos e organismos similares?
Enfim, baseados no desempenho nos últimos anos?
Isto, claro, só para os bancos públicos ... e nacionalizados...e o banco de Portugal.
Para os bancos privados, só se os accionistas aprovarem voluntariamente o mesmo regulamento de avaliação . Condição si-qua-non para receberem dinheiro, avales, favores, etc, do estado... ou de bancos que já aceitaram a condição de só assim emprestarem. Tudo legal. São contratos livremente aceites por entidades que as podem rejeitar. A base do capitalismo e do liberalismo (sentido europeu). E da propriedade privada.
Má avaliação e tira-se as pensões douradas e as indemnizações, dividendos, etc, recebidos (os tais direitos - ou privilégios, ou mordomias - adquiridos). E o direito, retroactivamente, à aposentação antes dos 80 anos.
E quem vai achar isso injusro. Não certamente quem (como eu) receberam recomendações perfeitamente erradas. E não certamente aqueles (felizmente eu não) que investiram de acordo.
Feito isso podemos pensar em avaliar outras pessoas. Por exemplo os advogados que escreveram os contractos que deram origem a esses tais direitos adquiridos dos gestores. Será que eles, tal como os sindicatos, não colocaram o interesse público, do país do estado e da economia, acima dos interesses dos seus associados/clientes? Tem de haver uma penalização! Pelo menos moral. Enfim, eu sei que não estão subordinados ao estado, mas os sindicatos também não.
E os antigos administradores? Poderão ser julgados pelos actuais adimistradores. Que poderão classificar todos de "muito bons" e depois - voluntáriamente - retirar-lhes as pensões com base na "poupança", "racionalização", e "reorganização". Não sei porque é que os accionistas poderão protestar, ao fim e ao cabo a mudança poupa-lhes uma pipa de massa e nesta economia global é preciso competir, é a vida. Proceder de outra modo diferente seria má gestão.
E a competição com mercados que praticam a escravatura e o trabalho infantil, e contra os paraísos fiscais, criminais e sexuais, não é fácil.
Eu queria falar de outra coisa qualquer mas entretanto perdi-me. Felizmente que começo sempre pelo mais importante.
2008-11-26
Tenho um Magalhães

(na figura: na esquerda o OLPC, à direira um Classmate PC da Intel (O Magalhães é um clone).
Tenho um Magalhães -:)
Não é piada nem muito menos uma declaração política. Não tive nenhum "bónus" especial. Comprei-o numa loja de Lisboa (na FNAC do Colombo) como qualquer outra pessoa o poderia ter comprado. Custou-me 200 euros (preço do primeiro dia). Não estou certo que a aplicação lectiva do Magalhães seja particularmente adequada para os primeiros anos, mas é um assunto sobre o qual não tenho experiência.
O Magalhães tem um defeito óbvio, teclas muito pequenas, que exigem algum jeito para usar. Essa é a contrapartida óbvia para ser muito pequeno.
Fora isso é uma excelente máquina. Aliás se não fosse eu não tinha comprado, não sou propriamente um novato nestas coisas de computadores.
A resolução do ecrã não é espantosa, mas é surpreendentemente agradável à vista e muito utilizável. O processador é lento, mas permite fazer funcionar um bom editor de texto juntamente com o browser e um comunicador, ou seja serve 99% dos utilizadores de computadores. Funciona bem com várias janelas desde que não estejamos a trabalhar simultâneamente em mais que uma janela, o que de qualquer maneira é inverosímil.
O disco é 30 G, não muito grande em termos actuais, mas, mais uma vez é suficiente para todas as aplicações indicadas.
Não tem leitor de CDs/DVDs, mas as duas portas USB permitem o uso de "pens" cujo preços em baixa, as vai tornado numa boa escolhas. A outra porta pode ser usada para ligar um rato, mas, a opção do "pad" incluído, em vez de rato, é utilizável, exigindo porém alguma prática.
Vamos agora ver para que é que o Magalhães não serve. Não serve para ver vídeo, por causa da resolução do ecran, porque não tem leitor de CD/DVD e porque o altifalantes não são lá muito bons. Mas quem é que se põe a ver DVDs fora de casa?
Para música, não será também o mais indicado. Um bom par de phones resolve a questão dos altifalantes (e até é o mais indicado, porque de um modo geral não queremos incomodar as pessoas ao lado). No entanto a velocidade do processador, sendo baixa, não consegue evitar um salto aqui e alí, principalmente se estivermos a trabalhar ao mesmo tempo, o que eu acho algo desagradável.Para ouvir música use um leitor MP3.
Por último não será fácil ligar o Magalhães a um projector.
Dito isto tenho que referir que para comunicação em voz pelo SKYPE, ou outro software. ou mesmo videochamada funciona mito bem. A câmara integrada tem uma resolução que, apesar de ser baixa pelos padrões actuais, é perfeitamente adequada a qualquer uso, excepto talvez para as aplicações profissionais mais exigentes.
O Magalhães funciona muito bem em rede. As suas antenas captam sem qualquer dificuldade rede "sem-fios" do tipo "g", mesmo com encriptação WPA2 (penso porém que sou a única pessoa a usar WPA2, aliás ainda vejo muito uso da encriptação WEP, que ainda é mais fraca que a WPA1). A ligação por cabo também é muito fácil apesar do limite máximo de velocidade sem 100 Mb/segundo, mas a maioria das redes não dá mais que isso.
O software que trás de origem é mau. Metade são aplicações destinadas a miúdos muito menos espertos que os miúdos actuais.
O sistema operativo é o Windows XP, não sendo previsível uma migração para o vista, o que não incomoda porque o vista não trouxe nada de útil. De qualquer modo penso que mudar para Linux não vai ser um problema até porque é fácil "obrigar" a máquina a arrancar com um sistema de operação instalado numa pen ou mesmo num cartão SD / mini SD ou micro SD, instalável no leitor de cartões SD de origem, que é acessível do exterior.
O computador também trás o Office 2007 e um bom antivírus. No entanto esses produtos expiram ao fim de menos de 2 meses se não se pagar a licença. Na minha máquina, já foram ambos substituídos por software gratuito.
Conclusão: O Magalhães faz parte de um nova geração de computadores pouco potentes, mas baratos e leves, que vão ser a grande massa de vendas a partir do verão de 2009, se não antes. São geralmente boas escolhas que finalmente interrompem a espiral de precisar de computadores cada vez mais potentes, raramente com nenhuma necessidade.
A este preço será muito menos rentável roubar computadores o que vai tirar algumas preocupações (apesar disso o Magalhães tem a ranhura adequada para passar um cabo de aço de segurança).
Estes computadores vão também potenciar a utilização de software livre, já que será difícil convencer alguém a pagar 200 euros pelo computador e depois 400 euros pelo Office.
Do lado negro, não duvido que este computador (que afinal é um classmate da Intel de 2a geração, apenas com o exterior diferente), é subsidiado, pela Intel e pela Microsoft para combater o OLPC do guru Negroponte. Mas, por um lado sou pobre e não posso deixar de aceitar os subsídios. Por outro lado se os computadores se continuarem a este preço toda a gente vai querer um (ou dois) o que vai criar um mercado para todos os concorrentes que se conseguirem manter nesta faixa de preços.
Também o Magalhães vai permitir à Intel penetrar mercados "visceralmente" anti-amaericanos, como, por exempplo, a Venezuela (vamos a ver se têm dinheiro para pagar, com o petróleo a menos de 50 dollars).
Um aviso final. Não sou oftalmologista mas desconfio que usar este computador mais que uma ou duas horas por dia, pode não ser muito saudável para a vista, Espero que em breve surgam computadores do mesmo tipo mas com teclado e ecrãs muito melhores, mas para já não é para trabalho prolongado. No Magalhães só com muita habilidade (pela porta USB) se vai conseguir instalar um ecrã (ou um teclado) anexo.
Agora se quer uma máquina que se pode transportar numa pasta sem dar nas vistas, para usar em qualquer lado, o Magalhães é uma hipótese muito interessante.
2008-11-05
2008-11-04
As minhas eleições nos EUA
Sim, são muito mais importantes - para nós portugueses - que as eleições em Portugal.
Vai ser uma noite longa - veja nos links abaixo os meus "sound bites" que vou debitando até à madrugada - e para lá.
(Neste blog ver a coluna da esquerda)
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2008-09-25
Sou contra o casamento de homossexuais!
Não me incomoda nada que os homossexuais casem, mas não acho que tal deve ser permitido por lei, num futuro próximo.
Contraditório? De modo nenhum. Ainda não há muito tempo votei pela despenalização do aborto, apesar de ser contra o aborto. Nem sempre considero que a minha opinião dever ser traduzida na lei. Considero que, no caso do aborto, havia uma razão importante de saúde pública para resolver. Não encontro tal urgência na legalização dos casamentos homossexuais.
Com certeza que defendo um lei de união que conceda aos casais homossexuais os mesmo direitos atribuídos ao casais heterossexuais. Penso que tal lei já existo mas, não sendo especialista no assunto, não sei se tem alguma deficiência. Se tiver é um assunto que gostava que fosse discutido. Tal lei deverá obviamente ser estendida aos heterossexuais. Tanto num caso como noutro sempre a pedido dos interessados.
Mas pergunta-me se não é uma hipocrisia defender um conjunto de direito muito semelhante ao casamento, e negar o casamento. Bem, é tanto hipocrisia como ter todos os direitos da casamento e levantar o problema só porque lhe falta um papel ou um título. Ou consideram que não ser casado é uma situação degradante - ofendendo todos os que não escolheram essa forma de relacionamento - ou então é simplesmente um "pensamento mágico", segundo o qual uma denominação produz por si só efeitos. É como pensar que chamar invisuais aos cegos têm alguma influência na sua qualidade de vida ou, quiçá, melhora a capacidade visual.
Mas há alguma desvantagem no legalização do casamento homossexual? Existem várias. A principal é claro, que isso é uma batalha difícil que trará muito pouca vantagem. Na verdade isto servirá como arma para as forças mais obscurantistas, as igrejas, terem uma oportunidade de reunir as suas tropas e ir à conquista de fiéis. E claro surgirá o argumento que provará que os homossexuais são uns infelizes que só pensam em regressar a alguma normalidade por via do casamento.
Será perder anos durante os quais se tornou razoavelmente consensual que o que se passa na privacidade entre adultos não deve ser uma questão pública. Esse sim foi um avanço consolidado. Essa era uma luta urgente que retirou muitas pessoas do risco de serem presos e humilhados públicamente. Consolidado mas não irreversível, cuidado.
As conquistas civilizacionais não se fazem pelas elites urbanas e instruídas. Tais pseudo-avanços serão revertidos na primeira oportunidade, com juros acrescidos.
E, numa altura em que a instituição casamento está tão desgastada, pedir para que os deixem casar é apenas um contributo para quem quer considerar o casamento com uma coisa indestrutível. E é uma atitude bem burguesa. Imagino que o que querem e um casamento de arromba, com os sinos a tocar e um copo de água opíparo com a família a chorar a noiva de branco. E se se arranjar um padre de uma religião qualquer tanto melhor imagino eu.
2008-08-07
INATEL atum
2008-08-06
não há grupos de risco, mas comportamentos de risco
.
No entanto nunca ninguém se lembrou de perguntar se "o grupo da pessoas com comportamento de risco é ou não um grupo de risco?".
Claro que isso prova quanto completamente idiota é a frase no início. Mas claro o que interessa é falar de modo "politicamente correcto" e ceder aos grupos de pressão. Que se lixe a lógica e se lixe a prevenção da SIDA.
Já agora quero expressar o que significa, na minha opinião um grupo de risco. Significa um conjunto de pessoas tais que, se escolhermos aleatoriamente (e com a mesma probabilidade) uma pessoa do grupo e uma pessoa da população em geral a probabilidade da pessoa do grupo de risco estar infectada ou doente é maior que a da pessoa escolhida do total da população. Esta definição aplica-se quer exista ou não grupos de risco. Sem uma definição, como se pode falar de "grupos de risco"?
Alguém tem outra definição? Gostava de ouvir.
Isto tem consequências? Imenças.
1. Permite a pessoas pertencentes a grupos de risco se queixarem de procedimentos médicos, que sendo adequados do ponto de vista médico, são considerados "discriminatórios", levando a procedimentos médicos que não são adequados.
2. Torna as dispendiosas campanhas de prevenção, bem intencionadas que sejam, a um grande desperdício pois não têm uma noção de que tipo de publicidade é mais adequado e mais eficaz.
links:
http://is.gd/1gPm
2008-07-15
o "chip" pessoal
Pensamos que, nos primeiros tempos o chip poderá conter toda a informação do bilhete de identidade, do cartão do contribuinte, do passaporte, do cartão de eleitor, da caderneta militar, do registo criminal, do cartão de saúde, do cartão de estudante, do certificado de vacinas, do cartão do sindicato, dos registos médicos, da declaração do IRS, dos seguros, dos documentos do carro e da carta de condução (se a tiver). O chip servirá ainda para pagamentos nas portagens da Brisa e como porta moedas electrónico nos estabelecimentos aderentes. Permitirá também um uso seguro da Internet utilizando os quiosques CTTnet nas Estações de Correios que disponibilizam esse serviço.
"Com esse projecto vamos poupar ao cidadão o incómodo de andar com esses documentos sempre atrás e o embaraço e incómodo, se se esquecer deles em casa ou se os perder" disse o primeiro ministro "O seu uso nas escolas diminuirá a violência afastando os alunos e os professoras que não tenham necessidade de estar na escola nessa hora, o seu uso em repartições de acesso público permitirá um atendimento mais rápido e personalizado, informando o contribuintes das suas obrigações fiscais". Disse ainda que este procedimento iria proteger o cidadão do roubo de identidade, dos vírus, e de outras aplicações maldosas e criminosas, que grassam na rede. Na estradas iria proteger os cidadãoes de acidentes, monitorizando a sua velocidade.
"O Ministro da Saúde já me informou que o Serviço Nacional de Saúde está em condições de implantar o chip em toda a população em menos de 30 dias. O Chip será colocado entre as omoplatas por intermédio de uma agulha". Uma operação indolor rápida e que só exige o pagamento da taxa moderadora, afirmou. Uma bateria alimentará o chip entre 1 e 2 anos, após o que será substituída. Uma outra bateria baseada no plutónio 238 está em desenvolvimento e promete uma muito maior autonomia.
Questionado por um jornalista, afirmou ainda que o uso como cartão bancário está a ser estudado pela SIBS. Recusou desvendar qual a empresa que ia criar o software, mas adiantou que tinha a sua sede na cidade de Seattle, nos EU. O seu uso para transportar títulos de investimento não está de momento a ser equacionado.
O sistema GPS integrado, permitirá ao cidadão defender-se de qualquer acusação que o ligue a um determinado local a uma dada hora.
Numa entrevista separada, o Ministro da Economia e da Inovação disse que era uma oportunidade para as empresas portuguesas desenvolverem conceitos inovadores e falou de uma empresa do interior que estaria a desenvolver uma aplicação para proteger o seu utilizador da ingestão exagerada de bebidas alcoólicas e informar as autoridades caso isso não fosse possível. Num possível desenvolvimento o cidadão seria protegido de quebrar a lei ao fumar fora dos locais permitidos.
O presidente da Comissão Europeia, demonstrou já interesse no "chip" pessoal, e disse que era uma excelente ideia, para estender aos outros países da UE. Falou mesmo de um "chip" europeu, que conservasse todas as suas vantagens em qualquer país da UE. Disse que não levaria o assunto ao Parlamento Europeu porque eles não iam perceber nada.
2008-07-04
Alternativas do software livre
Alternativas do software livre aos monopólios digitais
10 e 11 de Julho Fábrica Braço de Prata - Livraria Ler Devagar Lisboa
Acção de formação em SPIP (www.spip.net)
10 de Julho 5.ª F 18h30
Com a participação de:
Philippe Rivière - jornalista do Le Monde diplomatique e co-autor do software livre SPIP;
Luís Carlos Feijão - programador informático.
Debate11 de Julho 6.ª F 21h
Com a participação de:
Philippe Rivière - jornalista do Le Monde diplomatique e co-autor do software livre SPIP;
João Neves - ANSOL;
Inês Pereira - socióloga;
Nuno Teles - economista.
Entrada livre, sujeita a inscrição prévia. Inscrições para monde-diplo@netcabo.pt.
2008-06-21
Microblog no Twitter
Como não é possível fazer directamente comentários aos artigos do microblog, podem ser deixados como comentários a este "post".
2005-07-06
a VITÓRIA TOTAL era: Contra as Patentes de Software, 1 fax por dia
Ganhamos!!!! E eu que até era provavemente dos mais optimistas, a vitoria foi melhor do que o que eu esperava.
Todos estamos de parabens e em particular envio um abraço aos amigos que estiveram comigo (e eu com eles) nesta luta.
( http://lasers-na-selva.blogspot.com/2005/06/contra-as-patentes-de-software.html )
MAS não esqueçer que o preço da democracia é a eterna vigilância.
Ver os links sobre o que se passou em Estrasburgo nestes últimos dias:
http://www.gildot.org/articles/05/07/06/1119235.shtml
http://yro.slashdot.org/yro/05/07/06/1156214.shtml?tid=155&tid=17
http://www.groklaw.net/article.php?story=20050705130920424
http://www.ffii.org/
http://www.businessweek.com/ap/financialnews/D8B5BPBG0.htm?campaign_id=apn_home_down
2005-07-05
Contra as Patentes de Software, 1 fax por dia ( VI )
Hoje vou de seguida enviar 1 fax para 1 deputado de cada grupo parlamentar no Parlamento Europeu.
Os faxes vão para Estrasburgo, porque a votação é em Estrasburgo. No fim desta artigo coloco uma lista dos faxes de cada deputado português agrupados por partidos.
Eu vou enviar um Fax ao segundo da Lista de casa grupo. Por valor envie um fax a um deputado de cada partido, escolhido aleatoriamente da minha lista, EXCEPTO ao primeiro e ao segundo, que já vão receber o meu fax.
No caso dos partido com 1 ou 2 deputados, claro, envie para qualquer um dos deputados.
Bem, cá vai o texto do meu fax (no fundo vai a lista de faxes em Estrasburgo):
*********
Exma. (Exmo.) Sra. (Sr.)
Deputado Português no Parlamento Europeu
Assunto: Peço-lhe que se oponha à legislação que permite as "Patentes de Software" e que vote as emendas Buzek-Rocard-Duff
Exma. Sra. (Sr.)
Venho por este meio pedir-lhe que se que livre a Europa das patentes sobre o Software opondo-se ao aprovada pelo Conselho de ministros Europa, e que implementa uma legislação sobre Patentes sobre o Software na União Europeia semelhante à que existe nos Estados Unidos da América.
Opondo-se às "Patentes de Software" estaria aliás de acordo, aliás, com a posição que o Parlamento já adaptou, e muito bem, na sua resolução de 23 de Setembro de 2003, resolução essa que os burocratas têm desrespeitado e tentado boicotar por todos os meios.
Se a essa legislação for aprovada, os programadores e analistas de Software, deixariam de ser proprietários do que escrevessem e podiam ser processados judicialmente por vender ou distribuir os seus próprios programas.
Isso não só faria com que perdessem o emprego, mas colocaria em risco toda a indústria informática na Europa. As metas de tornar as economias portuguesa e europeias em economias muito competitivas, num quadro de sociedade do conhecimento e de globalização ficariam muito mais distantes.
Assim venho pedir-lhe que siga as recomendações de voto da FFII assim como as emendas de compromisso sugeridas Buzek, Rocard e Duff.
No dia 6 de Julho o Parlamento Europeu terá a última oportunidade de evitar isto. Para tal 367 dos 732 membros têm de estar presentes e votar pelas emendas certas.
Com os meus melhores cumprimentos
(meu nome)
(n. e data do meu BI e/ou morada e/ou morada profissional)
**********
FAXES EM ESTRASBURGO:
Lista simplificada, só partidos, nomes & faxes em Estrasburgo, para usar no "1 fax por dia" (cada número do fax vem escrito exactamente como se marca de Portugal)
BE:
Sr. Miguel PORTAS 0033 3 88 17 9 123
CDS/PP:
Sr. Luís QUEIRÓ 0033 3 88 17 9 227
Sr. José RIBEIRO E CASTRO 0033 3 88 17 9 783
PC:
Sra. Ilda FIGUEIREDO 0033 3 88 17 9 465
Sr. Pedro GUERREIRO 0033 3 88 17 9 963
PPD/PSD:
Sr. Carlos COELHO 0033 3 88 17 9 551
Sr. Fausto CORREIA 0033 3 88 17 9 768
Sra. Maria da Assunção ESTEVES 0033 3 88 17 9 566
Sr. Vasco GRAÇA MOURA 0033 3 88 17 9 369
Sr. Duarte FREITAS 0033 3 88 17 9 790
Sr. Sérgio MARQUES 0033 3 88 17 9 404
Sr. João de Deus PINHEIRO 0033 3 88 17 9 374
PS:
Sr. Francisco ASSIS 0033 3 88 17 9 770
Sr. Luis Manuel CAPOULAS SANTOS 0033 3 88 17 9 991
Sr. Paulo CASACA 0033 3 88 17 9 336
Sra. Edite ESTRELA 0033 3 88 17 9 515
Sr. Emanuel Jardim FERNANDES 0033 3 88 17 9 649
Sra. Elisa FERREIRA 0033 3 88 17 9 164
Sra. Ana Maria GOMES 0033 3 88 17 9 824
Sr. Joel HASSE FERREIRA 0033 3 88 17 9 399
Sra. Jamila MADEIRA 0033 3 88 17 9 898
Sr. Manuel António dos SANTOS 0033 3 88 17 9 869
Sr. Sérgio SOUSA PINTO 0033 3 88 17 9 486
2005-06-28
Contra as Patentes de Software, 1 fax por dia ( V )
http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Gabinetes/Gab_PM/
tirei:
Primeiro-Ministro: José Sócrates
Chefe do Gabinete: Luís Patrão
Morada: Residência Oficial do Primeiro-Ministro, Rua da Imprensa à Estrela, 4 - 1200-888 Lisboa
Tel.: 21 392 35 00
Fax: 213 951 616
Correio electrónico: pm.apoio@pm.gov.pt
Página Internet: www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Primeiro_Ministro
Portanto cá vai o fax do dia:
**********
Exmo. Sr.
Primeiro-Ministro
José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa
(fax. 213 951 616)
Assunto: Peço-lhe que se oponha à aprovação de legislação europeia que permite "patentes de software", vinculando todos os funcionários que dependam do governo, a defender essa posição expressa pelo governo no debate do seu programa no Assembleia da República.
Exmo. Sr.
Foi com grande agrado que ouvi durante a campanha eleitoral, os seus planos para aumentar a capacidade das empresas nacionais de software.
No entanto a possível alteração da legislação comunitária, a ser aprovada no dia 6 ou 7 de Julho, poderá tornar esse objectivo muito mais distante.
Em 2003 o Parlamento Europeu aprovou, e muito bem, legislação proibindo, de modo muito claro, as patentes de Software. No entanto desde essa data para cá os burocratas da comunidade têm vindo a boicotar essa decisão, actuando contra a decisão parlamentar e à revelia das próprias regras de funcionamento, numa caricatura da democracia, com votações em que, por exemplo, não é possível ao cidadão saber qual o voto de cada um dos participantes. No seguimento desse procedimento preparam-se mesmo para fazer passar legislação que contraria a aprovada em 2003.
Alguns desses burocratas dependem do governo português e, apesar do discurso do actual Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, na Assembleia da República no dia 21 de Março passado, onde defendeu de modo claro a sua oposição a essas patentes, não parece ter sido vinculados a votar contra à patentabilidade do software e aparentemente são mais sensíveis ao poder dos lobbies.
Para nossa vergonha são países como a Polónia que se têm oposto a essa patentabilidade que acabará de vez com a possibilidade de Portugal ter "pequenas e médias" empresas a produzir software, empresas essas, que, como é sabido, são as grandes criadoras de emprego e inovação, mas não dispõem de recursos para contrabalançar a acção propagandística das grandes empresas, europeias e, principalmente, americanas.
Assim peço-lhe que se oponha à aprovação de legislação europeia que permite "patentes de software", vinculando todos os funcionários que dependam de si, a defender essa posição expressa pelo governo. Também os deputados se deveriam opor a essa legislação, seguindo as recomendações de voto da FFII e/ou votando nas emendas de compromisso sugeridas pelo Sr. Michel Rocard.
Com os meus melhores cumprimentos
(nome)
(morada e/ou n. e data do BI e/ou local de trabalho)
2005-06-27
Contra as Patentes de Software, 1 fax por dia ( IV )
**********
Exmo. Sr. Presidente da República Portuguesa
Jorge Fernando Branco de Sampaio
(Fax: 21 3614611)
Assunto: Grave ameaça ao software "open source"
Exmo Sr.
Foi com grande satisfação que li o discurso que proferiu por ocasião do Encerramento do Colóquio "A Sociedade em Rede e a Economia do Conhecimento: Portugal numa Perspectiva Global" no dia 6 de Março, e soube assim do seu apoio ao software "open source".
Como disse, e muito bem na minha opinião, "Acompanhar o debate sobre directivas comunitárias sobre a regulação do acesso ao software é uma exigência indeclinável".
Assim venho chamar-lhe a atenção acerca para o facto de, a nível comunitário, se preparar legislação que irá ferir de morte as iniciativas de software "open source".
Embora o Parlamento Europeu tenha, em 2003, votado legislação a opor-se a patentabilidade do software, alguns burocratas em Bruxelas, possivelmente influenciados pelos "lobbies", e em atropelo do decidido no Parlamento e das regras processuais, têm boicotado essa legislação e preparam-se para tentar aprovar legislação em sentido contrário.
Preparam-se assim a fazer aprovar a patentabilidade alargada do software, recusando mesmo as emendas de compromisso propostas pelo Sr. Michel Rocard.
A aprovação das "Patentes de Software" impedirá o desenvolvimento de software "open source", já que os elevados direitos que terão de ser pagos pelas patentes utilizadas serão incompatíveis com as regras do "open source", sendo que o elevado número de patentes irá cobrir quase todas as actividades e possibilidades. Será o instrumento seminal para quem se opõe ao "software livre" para o estrangular.
Compreendo que não é um governante e portanto será apropriado o mínimo de interferência nas iniciativas de um governo eleito, ou de um Parlamento. Concordo, mas chamo a atenção para o facto de o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o Sr. José Mariano Rebelo Pires Gago, quando da discussão do programa do actual governo, referiu claramente que o governo se iria opor a esse tipo de legislação, e porém o governo português pouco ou nada tem feito nesse sentido.
Sendo uma das suas competências, como eu leio a constituição, ir acompanhando o trabalho do governo, venho por este meio pedir-lhe que aja, do modo que achar mais apropriado, para que seja rejeitado, no Parlamento Europeu, a legislação que estabelece as "Patentes de Software".
Com os meus melhores cumprimentos
(nome)
(Morada e/ou número e data do BI).
2005-06-26
Como Enviar Faxes a Partir de um PC (com modem)
Para tal basta ter software apropriado, e ligar o modem a uma linha telefónica.
O software também é fácil de encontrar. O que eu uso pode ser obtido fazendo o download a partir do link:
http://www.tucows.com/preview/197766
O software não é gratuito, mas tem um preço reduzido de menos de 20 euros e pode ser utilizado gratuitamente nos primeiros 30 dias, findo os quais não exite nenhuma obrigação de compra ou pagamento se não se quiser continuar a usar o software.
Contra as Patentes de Software, 1 fax por dia ( III )
**********
Exmo. Sr. Manuel António Gomes de Almeida de Pinho
Ministro da Economia e da Inovação
(fax. 21 792 18 71)
Assunto: Peço-lhe que se oponha às "Patentes de Software"
Exmo. Sr.
Fiquei muito satisfeito quando, por ocasião discussão do programa do governo, na Assembleia da República, no passado dia 21 de Março, o Sr. Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, se expressou claramente contra a introdução de "Patentes de Software" na Europa.
No entanto os burocratas em Bruxelas têm vindo, à revelia do Parlamento, e algumas vezes de regras processuais, a proceder a introdução dessas patentes, cedendo a fortes pressões dos “lobbies”.
A aprovação de legislação permitindo a patentabilidade do software, como foi dito no dia 21 de Março ultimo, prejudicará gravosamente a capacidade de inovação de muitas empresas e o progresso de toda a investigação nesta área. As metas de tornar as economias portuguesa e europeias em economias muito competitivas, num quadro de sociedade do conhecimento e de globalização ficariam muito mais distantes.
Venho pois pedir-lhe que aja do modo mais apropriado para se opor a essa aprovação por todos os meios que achar apropriados.
(nome)
(morada e/ou n. e data do BI)
Contra as Patentes de Software, 1 fax por dia ( II )
Vou enviar um fax ao primeiro euro-deputado, de cada partido, de acordo com a lista que já publiquei em:
http://lasers-na-selva.blogspot.com/2005/06/faxes-nomes-e-filiao-dos-eurodeputados.html
Mas que repito (simplificadamente) no fim deste artigo.
Se quiser enviar também "1 fax" escolha aleatoriamente um deputado (excepto o primeiro, que já vai receber o meu fax) de cada partido político.
Embora seja preferível escrever o seu próprio texto, esteja à vontade para usar total ou parcialmente o meu texto, que listo no fim deste artigo.
Estes meus faxes são aqui publicados, cerca de 2 dias antes do seu efectivo envio, portanto esteja à vontade para propor modificações do texto do fax.
Mas vamos então ao texto do fax.
Exmo. Sr. (Sra.)
[ coloque aqui o nome de deputado(a) escolhido ]
Deputado(a) Português no Parlamento Europeu
Assunto: Peço-lhe que se oponha à legislação que permite as "Patentes de Software".
Exmo Sr. (Sra.)
Venho por este meio pedir-lhe que se que livre a Europa das patentes sobre o Software opondo-se ao aprovada pelo Conselho de ministros Europa, e que implementa uma legislação sobre Patentes sobre o Software na União Europeia semelhante à que existe nos Estados Unidos da América.
Opondo-se às "Patentes de Software" estaria aliás de acordo, aliás, com a posição que o Parlamento já adaptou, e muito bem, na sua resolução de 23 de Setembro de 2003, resolução essa que os burocratas têm desrespeitado e tentado boicotar por todos os meios.
Se a essa legislação for aprovada, os programadores e analistas de Software, deixariam de ser proprietários do que escrevessem e podiam ser processados judicialmente por vender ou distribuir os seus próprios programas.
Isso não só faria com que perdessem o emprego, mas colocaria em risco toda a indústria informática na Europa. As metas de tornar as economias portuguesa e europeias em economias muito competitivas, num quadro de sociedade do conhecimento e de globalização ficariam muito mais distantes.
Assim venho pedir-lhe que siga as recomendações de voto da FFII assim como as emendas de compromisso sugeridas por Michel Rocard.
No dia 6 de Julho o Parlamento Europeu terá a última oportunidade de evitar isto. Para tal 367 dos 732 membros têm de estar presentes e votar pelas emendas certas.
Com os meus melhores cumprimentos
(meu nome)
(minha morada ou n. e data do BI)
**********
Lista simplificada, só partidos, nomes & faxes em BRUXELAS (cada número do fax vem escrito exactamente como se marca de Portugal). Numa próxima os faxes irão para ESTRASBURGO.
BE:
Sr. Miguel PORTAS 0032 2 284 9 123
CDS/PP:
Sr. Luís QUEIRÓ 0032 2 284 9 227
Sr. José RIBEIRO E CASTRO 0032 2 284 9 783
PC:
Sra. Ilda FIGUEIREDO 0032 2 284 9 465
Sr. Pedro GUERREIRO 0032 2 284 9 963
PPD/PSD:
Sr. Carlos COELHO 0032 2 284 9 551
Sr. Fausto CORREIA 0032 2 284 9 768
Sra. Maria da Assunção ESTEVES 0032 2 284 9 566
Sr. Vasco GRAÇA MOURA 0032 2 284 9 369
Sr. Duarte FREITAS 0032 2 284 9 790
Sr. Sérgio MARQUES 0032 2 284 9 404
Sr. João de Deus PINHEIRO 0032 2 284 9 374
PS:
Sr. Francisco ASSIS 0032 2 284 9 770
Sr. Luis Manuel CAPOULAS SANTOS 0032 2 284 9 991
Sr. Paulo CASACA 0032 2 284 9 336
Sra. Edite ESTRELA 0032 2 284 9 515
Sr. Emanuel Jardim FERNANDES 0032 2 284 9 649
Sra. Elisa FERREIRA 0032 2 284 9 164
Sra. Ana Maria GOMES 0032 2 284 9 824
Sr. Joel HASSE FERREIRA 0032 2 284 9 399
Sra. Jamila MADEIRA 0032 2 284 9 898
Sr. Manuel António dos SANTOS 0032 2 284 9 869
Sr. Sérgio SOUSA PINTO 0032 2 284 9 486
Dicionário de Partidos Europeus, indicando o partido nacional que lhe
corresponde
GUE/NGL -> BE
GUE/NGL -> PCP
PPE-DE -> CDS/PP
PPE-DE -> PPD/PSD
PSE -> PSP

